Estou sempre perdida no meio das pessoas, das minhas vontades e das vontades dos outros!!
E que bom que é poder chegar a todos e em todos tocar, mas o problema persiste sempre...o tempo não estica para poder chegar a todos e ainda chegar até mim...
quinta-feira, novembro 12, 2009
terça-feira, novembro 10, 2009
Fragilidades
Tanta coisa para dizer...de hoje, de ontem...do amanhã..
De tudo faltam-me as palavras e fica a noção de que nem tudo se pode dizer, de que o poder argumentativo das pessoas, e de dar a volta ás questões de forma a defenderem-se é muito grande e portanto ás vezes mais vale calar aquilo que se sabe que não será admitido de livre vontade, pois pode-se sempre justificar ou argumentar noutro caminho, dar a volta e parecer que não era bem assim...e aí a nossa verdade cai por terra pois não há nada a fazer para provar que não existem vontades contrárias...apenas modos de explicar as coisas de forma a influenciar um opinião, uma razão.
As palavras por vezes ajudam a esconder ... Falamos, contamos histórias, inventamos desculpas...
Complicado? Talvez não... ou talvez sim, se não se quiser admitir a falta de vontade que ás vezes temos de mostrar as nossas fragilidades.
Quem quer ser frágil, vulnerável, fraco? .... Ninguém!
De tudo faltam-me as palavras e fica a noção de que nem tudo se pode dizer, de que o poder argumentativo das pessoas, e de dar a volta ás questões de forma a defenderem-se é muito grande e portanto ás vezes mais vale calar aquilo que se sabe que não será admitido de livre vontade, pois pode-se sempre justificar ou argumentar noutro caminho, dar a volta e parecer que não era bem assim...e aí a nossa verdade cai por terra pois não há nada a fazer para provar que não existem vontades contrárias...apenas modos de explicar as coisas de forma a influenciar um opinião, uma razão.
As palavras por vezes ajudam a esconder ... Falamos, contamos histórias, inventamos desculpas...
Complicado? Talvez não... ou talvez sim, se não se quiser admitir a falta de vontade que ás vezes temos de mostrar as nossas fragilidades.
Quem quer ser frágil, vulnerável, fraco? .... Ninguém!
sexta-feira, novembro 06, 2009
Bairro do Amor
No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Por gente que sofreu por não ter ninguém
No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do verão?
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.
No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar.
O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há prisões nem hospitais
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.

Jorge Palma
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Por gente que sofreu por não ter ninguém
No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do verão?
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.
No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar.
O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há prisões nem hospitais
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.

Jorge Palma
quinta-feira, novembro 05, 2009
mais um dia...
Mais um dia de trabalho...
Mais um dia sem fazer nada...
Mais um dia a ver as horas passar lentamente enquanto a internet me tenta entreter de modo a compensar a falta de entretém que o trabalho tem...
Mais um dia em que faço tudo o que não é suposto fazer entre estas 4 paredes...
Mais um dia...e a pergunta é...quando é que isto muda?
Quando é que volta a vontade de traçar linhas e a vontade de aqui estar porque tenho coisas para concluir, porque estou entusiasmada...porque na verdade até tenho trabalho para fazer...mas e a vontade?!
Ridiculo é ter coisas para fazer, ter o poder de só as fazer quando se quer e ainda nos queixarmos disso...Será que nunca me sentirei satisfeita?!!?
Mais um dia sem fazer nada...
Mais um dia a ver as horas passar lentamente enquanto a internet me tenta entreter de modo a compensar a falta de entretém que o trabalho tem...
Mais um dia em que faço tudo o que não é suposto fazer entre estas 4 paredes...
Mais um dia...e a pergunta é...quando é que isto muda?
Quando é que volta a vontade de traçar linhas e a vontade de aqui estar porque tenho coisas para concluir, porque estou entusiasmada...porque na verdade até tenho trabalho para fazer...mas e a vontade?!
Ridiculo é ter coisas para fazer, ter o poder de só as fazer quando se quer e ainda nos queixarmos disso...Será que nunca me sentirei satisfeita?!!?
terça-feira, novembro 03, 2009
nessa mão onde cabia perfeito o meu coração..
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Que perfeito coração
morreria no meu peito,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Que perfeito coração
morreria no meu peito,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
segunda-feira, novembro 02, 2009
Há dias...
Há dias em que a alegria nos enche, e sorrimos por tudo e por nada...sem nos apercebermos lançamos sorrisos a tudo, e tudo nos parece bonito. Nesses dias um sorriso é um gesto fácil e parece-nos injusto guardá-lo só para nós...queremos partilhá-lo com todos e sabemos que será bem aceite e o mundo sorrirá connosco porque temos a certeza de que o vamos contagiar!!
Outros dias acordamos com a alma triste, e um laço à volta do coração, que nos aperta com um nó suave, mas ainda assim nos tira um pouco o fôlego.
Nesses dias o sol pode brilhar, e a brisa ser generosa, que a nós nos vai parecer sempre grande o nosso aperto...sempre injusto, sempre solitário.
Nestes dias também queremos mostrar ao mundo a nossa mágoa, a nossa dor, ainda que infundada e temporária...mas é a nossa dor. Aquela que ninguém compreende, aquela que nos faz sentir sozinhos, aquela que nos entristece e emudece.
Tentamos olhar para o mundo e convencer-nos de que não faz sentido, de que temos tudo para sermos felizes, e no entanto o laço não se desaperta...precisamos sempre dos outros para nos puxar aquela pontinha da fita que nos condiciona, e nos mostrar que isso não nos impedia de sorrir, nem de respirar, nem de continuar a mostrar ao mundo o quanto o amamos....porque podemos sofrer e ainda assim dar...
Mas as pessoas não seguem assim...e hoje também eu tenho uma fita... cor de rosa velho...
Outros dias acordamos com a alma triste, e um laço à volta do coração, que nos aperta com um nó suave, mas ainda assim nos tira um pouco o fôlego.
Nesses dias o sol pode brilhar, e a brisa ser generosa, que a nós nos vai parecer sempre grande o nosso aperto...sempre injusto, sempre solitário.
Nestes dias também queremos mostrar ao mundo a nossa mágoa, a nossa dor, ainda que infundada e temporária...mas é a nossa dor. Aquela que ninguém compreende, aquela que nos faz sentir sozinhos, aquela que nos entristece e emudece.
Tentamos olhar para o mundo e convencer-nos de que não faz sentido, de que temos tudo para sermos felizes, e no entanto o laço não se desaperta...precisamos sempre dos outros para nos puxar aquela pontinha da fita que nos condiciona, e nos mostrar que isso não nos impedia de sorrir, nem de respirar, nem de continuar a mostrar ao mundo o quanto o amamos....porque podemos sofrer e ainda assim dar...
Mas as pessoas não seguem assim...e hoje também eu tenho uma fita... cor de rosa velho...
sexta-feira, outubro 23, 2009
bbbrrrrrrrr......
Há dias assim...em que o silêncio se abate sobre nós e a solidão nos esmaga.
Hoje estou assim. Dou um grito do fundo do meu Ser e só se houve a vibração surda do ar que passa no meu didgeridoo. O seu som acompanha o meu sentir, e levá-lo-ei para onde o meu Ser fôr.
Hoje estou assim. Mergulho na hipnose de um som que sinto reverberar no meu esófago, no meu peito, no meu coração ôco, porque hoje está assim, vazio.
Hoje estou assim e pergunto-me porquê. Se o tempo passou, se o meu Ser renasceu, se o sentimento é afastado e o coração calado, porque estou eu assim?
O silêncio enche-me a alma e a sala onde o rádio soa enche-se do meu silêncio, e estou sozinha.
Só eu e o meu silêncio.
Hoje estou assim. Dou um grito do fundo do meu Ser e só se houve a vibração surda do ar que passa no meu didgeridoo. O seu som acompanha o meu sentir, e levá-lo-ei para onde o meu Ser fôr.
Hoje estou assim. Mergulho na hipnose de um som que sinto reverberar no meu esófago, no meu peito, no meu coração ôco, porque hoje está assim, vazio.
Hoje estou assim e pergunto-me porquê. Se o tempo passou, se o meu Ser renasceu, se o sentimento é afastado e o coração calado, porque estou eu assim?
O silêncio enche-me a alma e a sala onde o rádio soa enche-se do meu silêncio, e estou sozinha.
Só eu e o meu silêncio.
quarta-feira, outubro 21, 2009
beijos quentes
Está tudo meio adormecido...
Nenhum blog com novidades, nenhuma conversa a desvendar desejos, e eu também meio adormecida.
Volta meia volta o pensamento voa para o carinho que não tenho, o abraço que não chega, ou o beijo suave que não sinto.
O meu olhar perde-se em sons de silêncio enquanto observa um rapaz que agarra a namorada pela cintura e a chega para si, abrigando-na naquele chepéu de chuva mínimo e com o qual faz promessas de protecção eterna.
Na rádio a música chora uma melodia sofrida de quem diz que mesmo que ela se entregue ao desespero, ele lá estará para não a deixar cair. As imagens desenham-se no meu pensamento, e flutuo para o meu desejo de também eu sentir esse aconchego, de também eu ser puxada da chuva por uma mão protectora, de também eu sentir um beijo que lentamente escorrega por entre os cabelos para se depositar no quente do pescoço.
Esse dia virá certamente. Esses dias aconteceram em tempos, e eu gosto de os recordar. Gosto de recordar que um dia senti o que os apaixonados sentem, e que novamente isso vai acontecer. Estou pronta.
Nenhum blog com novidades, nenhuma conversa a desvendar desejos, e eu também meio adormecida.
Volta meia volta o pensamento voa para o carinho que não tenho, o abraço que não chega, ou o beijo suave que não sinto.
O meu olhar perde-se em sons de silêncio enquanto observa um rapaz que agarra a namorada pela cintura e a chega para si, abrigando-na naquele chepéu de chuva mínimo e com o qual faz promessas de protecção eterna.
Na rádio a música chora uma melodia sofrida de quem diz que mesmo que ela se entregue ao desespero, ele lá estará para não a deixar cair. As imagens desenham-se no meu pensamento, e flutuo para o meu desejo de também eu sentir esse aconchego, de também eu ser puxada da chuva por uma mão protectora, de também eu sentir um beijo que lentamente escorrega por entre os cabelos para se depositar no quente do pescoço.
Esse dia virá certamente. Esses dias aconteceram em tempos, e eu gosto de os recordar. Gosto de recordar que um dia senti o que os apaixonados sentem, e que novamente isso vai acontecer. Estou pronta.
segunda-feira, outubro 12, 2009
terça-feira, outubro 06, 2009
cheia delas...
palavras cobrem-me a alma...
escondidas, expostas, simples e complexas...
remoínham e entrelaçam-se como num novelo de lã...
estou cheia delas...
vou juntá-las e organizá-las na direcção que segue a água do meu rio
e esperar que o percurso do rio as leve a um mar onde os sentidos façam sentido.
escondidas, expostas, simples e complexas...
remoínham e entrelaçam-se como num novelo de lã...
estou cheia delas...
vou juntá-las e organizá-las na direcção que segue a água do meu rio
e esperar que o percurso do rio as leve a um mar onde os sentidos façam sentido.
terça-feira, setembro 01, 2009
Sempre-em-pé, Pinhão e Palhaço
O meu coração tem pedaços...são pedaços
Compõe-se de tudo e de nada
Como um conjunto de gomas de vários formatos e feitios que se colaram entre elas à custa do açucar que as reveste
São gomas agri-doce, ou apenas ácidas, algumas tão doces como o leite condençado...
Todas têm um nome, todas tem uma característica que as torna únicas, mas todas me completam, me complementam...cada uma com um sabor, com um odor, um som e uma textura exacta.
Cada uma á sua maneira, cada uma com o seu cheiro, a sua cor, o seu sabor.
Ontem descobri que tenho 3 gominhas, pequenas, de formatos distintos, que me perturbam...
Uma sabe à lembrança, tem um aroma doce mas indestinto, soa-me a um bater de asas de colibri, constante e frágil...dei-lhe o nome de Sempre-em-pé, por ser redonda.
Outra sabe a café, tem um aroma cativante, mas que normalmente não me agrada. Tal como o café, preciso sempre de um pouco do sabor do leite para que me agrade o seu sabor, mas de tão enebriante como o cheiro do café acabado de moer não consigo deixá-la de parte...soa-me aos ramos de um pinheiro enorme que se agita nos ventos de uma tempestade, que me deixa os nervos em franja, e os pêlos eriçados...dei-lhe o nome de Pinhão, por ser difícil de descascar.
A última goma de que falei sabe a aventura, tem o aroma distante da terra molhada, onde apetece rebolar e adormecer, soam-me ao crepitar dos ramos na floresta, ora aqui, ora ali, uma curiosidade fulminante, uma atracção constante...dei-lhe o nome de Palhaço, por ter cores alegres que me fazem sorrir e sonhar.
Ontem descobri que tenho 3 gominhas, pequeninas, de formatos distintos, que me perturbam...ontem descobri que a Sempre-em-pé me enternece e entristece, que o Pinhão me confunde, anima e dá luta, e que o Palhaço me excita e me dá a certeza de que nenhuma destas gomas poderá um dia ser saboreada por mim...porque afinal compõem o meu coração, mas não me preenchem a alma...
Compõe-se de tudo e de nada
Como um conjunto de gomas de vários formatos e feitios que se colaram entre elas à custa do açucar que as reveste
São gomas agri-doce, ou apenas ácidas, algumas tão doces como o leite condençado...
Todas têm um nome, todas tem uma característica que as torna únicas, mas todas me completam, me complementam...cada uma com um sabor, com um odor, um som e uma textura exacta.
Cada uma á sua maneira, cada uma com o seu cheiro, a sua cor, o seu sabor.
Ontem descobri que tenho 3 gominhas, pequenas, de formatos distintos, que me perturbam...
Uma sabe à lembrança, tem um aroma doce mas indestinto, soa-me a um bater de asas de colibri, constante e frágil...dei-lhe o nome de Sempre-em-pé, por ser redonda.
Outra sabe a café, tem um aroma cativante, mas que normalmente não me agrada. Tal como o café, preciso sempre de um pouco do sabor do leite para que me agrade o seu sabor, mas de tão enebriante como o cheiro do café acabado de moer não consigo deixá-la de parte...soa-me aos ramos de um pinheiro enorme que se agita nos ventos de uma tempestade, que me deixa os nervos em franja, e os pêlos eriçados...dei-lhe o nome de Pinhão, por ser difícil de descascar.
A última goma de que falei sabe a aventura, tem o aroma distante da terra molhada, onde apetece rebolar e adormecer, soam-me ao crepitar dos ramos na floresta, ora aqui, ora ali, uma curiosidade fulminante, uma atracção constante...dei-lhe o nome de Palhaço, por ter cores alegres que me fazem sorrir e sonhar.
Ontem descobri que tenho 3 gominhas, pequeninas, de formatos distintos, que me perturbam...ontem descobri que a Sempre-em-pé me enternece e entristece, que o Pinhão me confunde, anima e dá luta, e que o Palhaço me excita e me dá a certeza de que nenhuma destas gomas poderá um dia ser saboreada por mim...porque afinal compõem o meu coração, mas não me preenchem a alma...
quarta-feira, agosto 26, 2009
Borboleta
Perguntam voçês e muito bem...30 anos...e agora?
Epá e agora....sei lá...está quase realmente...está demasiado quase!!
O cerco começa a apertar-se para as raparigas da minha idade. Começa a mãe a dizer para ter atenção, a avó a revelar tristeza por não ter visto ainda um neto, e nós a olharmos à volta e a questionarmo-nos o que está errado?!?!
Sim, são 30 anos...30!!! Os 20 já lá vão, e com eles aquela imagem de que há tempo...há tempo para tudo...e na verdade é assim que uma trintona como eu ainda se sente...o problema é o peso que o mundo começa a colocar sobre os ombros de quem tem 30 e ainda pensa como uma pessoa de 20.
É como se estivésse na hora de fechar algumas portas e de abrir outras. De fazer planos sólidos como pedras que se afundam no chão e não apenas de voar com a leveza de uma borboleta que agita as suas asas ao sabor do vento.
O vento já começou a soprar com força, e a borboleta já sente a direcção para onde ele sopra, mas só ela o sente... o vento, só a ela soprou o seu destino, as flores em redor não sabem onde ela vai pousar, ou se vai sequer pousar...
...ah...mas a borborleta sabe...e por isso voa...
Epá e agora....sei lá...está quase realmente...está demasiado quase!!
O cerco começa a apertar-se para as raparigas da minha idade. Começa a mãe a dizer para ter atenção, a avó a revelar tristeza por não ter visto ainda um neto, e nós a olharmos à volta e a questionarmo-nos o que está errado?!?!
Sim, são 30 anos...30!!! Os 20 já lá vão, e com eles aquela imagem de que há tempo...há tempo para tudo...e na verdade é assim que uma trintona como eu ainda se sente...o problema é o peso que o mundo começa a colocar sobre os ombros de quem tem 30 e ainda pensa como uma pessoa de 20.
É como se estivésse na hora de fechar algumas portas e de abrir outras. De fazer planos sólidos como pedras que se afundam no chão e não apenas de voar com a leveza de uma borboleta que agita as suas asas ao sabor do vento.
O vento já começou a soprar com força, e a borboleta já sente a direcção para onde ele sopra, mas só ela o sente... o vento, só a ela soprou o seu destino, as flores em redor não sabem onde ela vai pousar, ou se vai sequer pousar...
...ah...mas a borborleta sabe...e por isso voa...
terça-feira, agosto 25, 2009
fixação!!
Tive o prazer de conhecer este Sr. no Festival de Artes tribais e Tradicionais...no Ameixial... Foi realmente um prazer e será a partir de agora uma inspiração!!!
Está decidido, vou aprender didgeridoo!!!!
quarta-feira, agosto 19, 2009
muros
(...) entre duas pessoas que se amam surgem constantemente muros invisíveis que, embora não acabem com a vontade de abraçar, impedem que esses abraços aconteçam. É o que acontece, por exemplo, com uma simples discussão por um motivo absurdo qualquer. O muro cresce... até que um dos dois tenha a coragem de o demolir.
In, "Não compreendo as mulheres"
....Caramba... estes muros ás vezes são autênticas montanhas intransponíveis...algumas nem numa vida inteira se consegue ultrapassar.
No entanto sem dúvida que o prazer do abraço que quebra o muro é um sentimento forte e pelo qual se deve sempre lutar.
In, "Não compreendo as mulheres"
....Caramba... estes muros ás vezes são autênticas montanhas intransponíveis...algumas nem numa vida inteira se consegue ultrapassar.
No entanto sem dúvida que o prazer do abraço que quebra o muro é um sentimento forte e pelo qual se deve sempre lutar.
sexta-feira, agosto 07, 2009
quarta-feira, agosto 05, 2009
Guia
O que custa não é o que está para a frente...essa parte não sabemos, não me assusta...
Não é a escuridão,
o vazio ou o incerto.
Não é a dúvida
Não é a insegurança
É o que fica que eu lamento
É o largar
É ter andado a dar laços e nós a todas as pontas soltas para agora as ter de desatar
É aguentar as pedras da barragem que construí em torno do lago que tenho no peito
É o abraço, as mãos, o sorriso e o coração torcido
São as noticias no ar
É a ausência
É a distância
Já percorri este caminho antes
Nessa altura a barragem jorrou
mas os laços já estavam quebrados
Foi para aprender a refazê-los que parti
E agora que os atei tão bem o mar chama de novo
e o rio que sou para lá vai seguir
Não é um início, uma aventura, um caminho por percorrer
Não é um objectivo,
não é uma fuga,
não é uma busca
Na verdade não é nada
É apenas o repisar de algo que conheço, que sabia que teria de repetir
Que queria repetir mesmo sem o querer...
Adornei-o de mais encanto
de mais brilho,
de mais mistério para ver se me convence.
Guia do meu caminho e dos outros
É este o teu destino
Encaminhar, seguir, amparar, e ter de largar.
Não o lamento.
É uma escolha feita sem mim, embora por minha escolha a siga.
Nada me prende, nada me orienta, não tenho objectivos ou rumos
Sigo...
...Vincos de nós esticados esticados sob a pele
Estiquei-os ao máximo para que não possam ser desatados,
embora apertem
embora marquem
Prefiro senti-los, escondidos sob a pele,
Fingir que os desato...
...ainda não aprendi a largar...mas tenho de seguir
Não é a escuridão,
o vazio ou o incerto.
Não é a dúvida
Não é a insegurança
É o que fica que eu lamento
É o largar
É ter andado a dar laços e nós a todas as pontas soltas para agora as ter de desatar
É aguentar as pedras da barragem que construí em torno do lago que tenho no peito
É o abraço, as mãos, o sorriso e o coração torcido
São as noticias no ar
É a ausência
É a distância
Já percorri este caminho antes
Nessa altura a barragem jorrou
mas os laços já estavam quebrados
Foi para aprender a refazê-los que parti
E agora que os atei tão bem o mar chama de novo
e o rio que sou para lá vai seguir
Não é um início, uma aventura, um caminho por percorrer
Não é um objectivo,
não é uma fuga,
não é uma busca
Na verdade não é nada
É apenas o repisar de algo que conheço, que sabia que teria de repetir
Que queria repetir mesmo sem o querer...
Adornei-o de mais encanto
de mais brilho,
de mais mistério para ver se me convence.
Guia do meu caminho e dos outros
É este o teu destino
Encaminhar, seguir, amparar, e ter de largar.
Não o lamento.
É uma escolha feita sem mim, embora por minha escolha a siga.
Nada me prende, nada me orienta, não tenho objectivos ou rumos
Sigo...
...Vincos de nós esticados esticados sob a pele
Estiquei-os ao máximo para que não possam ser desatados,
embora apertem
embora marquem
Prefiro senti-los, escondidos sob a pele,
Fingir que os desato...
...ainda não aprendi a largar...mas tenho de seguir
terça-feira, agosto 04, 2009
Abarcar o mundo
É frequente sentir que estou a dar-me demais, que não messo as consequências e dou os passos sempre grandes demais para as pernas que tenho, e que por isso acabo por me desiquilibrar sobre mim mesma e cair numa pancada seca.
A liberdade tem destas coisas...ás vezes sentimo-nos tão livres, e queremos tanto abarcar o mundo e as pessoas fantásticas que conhecemos, que mais parece que lhes estamos a sugar a energia com toda a nossa sôfrega oferta e vontade de as conhecer e absorver.
Onde se situa o limite da nossa actuação!? Será demais convidar alguém que mal se conhece, mas que se tem curiosidade em conhecer melhor, para um café? Será isso mal entendido?
Alguém entra em contacto connosco e nós, afávelmente abrimos os braços e procuramos o convívio, oferecemos a nossa companhia e procuramos a do próximo...até que ponto não o devemos fazer? Parecerá sempre que nos estamos a oferecer!?
Teremos mesmo de ser sempre contidos, ou mostrar-nos desinteressados para que os outros nos procurem mais? Porque não simplesmente mostrar que simpatizámos com alguém e mostrá-lo!? Porquê que sempre que isto acontece com o sexo oposto é confundido com algo que não tem nada a ver com uma simples amizade!? ou será que só a mim me parece que é entendido assim?
Estarei assim tão confusa e disponível para abraçar o próximo que isso se torna demais?
...bem diz o ditado:" quando a esmola é demais o santo desconfia" ... :( ... onde está a fé na boa vontade?!? Na pureza dos sentimentos? .....baaaahhh
A liberdade tem destas coisas...ás vezes sentimo-nos tão livres, e queremos tanto abarcar o mundo e as pessoas fantásticas que conhecemos, que mais parece que lhes estamos a sugar a energia com toda a nossa sôfrega oferta e vontade de as conhecer e absorver.
Onde se situa o limite da nossa actuação!? Será demais convidar alguém que mal se conhece, mas que se tem curiosidade em conhecer melhor, para um café? Será isso mal entendido?
Alguém entra em contacto connosco e nós, afávelmente abrimos os braços e procuramos o convívio, oferecemos a nossa companhia e procuramos a do próximo...até que ponto não o devemos fazer? Parecerá sempre que nos estamos a oferecer!?
Teremos mesmo de ser sempre contidos, ou mostrar-nos desinteressados para que os outros nos procurem mais? Porque não simplesmente mostrar que simpatizámos com alguém e mostrá-lo!? Porquê que sempre que isto acontece com o sexo oposto é confundido com algo que não tem nada a ver com uma simples amizade!? ou será que só a mim me parece que é entendido assim?
Estarei assim tão confusa e disponível para abraçar o próximo que isso se torna demais?
...bem diz o ditado:" quando a esmola é demais o santo desconfia" ... :( ... onde está a fé na boa vontade?!? Na pureza dos sentimentos? .....baaaahhh
Subscrever:
Mensagens (Atom)

