terça-feira, janeiro 27, 2009

quem conta um conto retira sempre pontos...

-olá!
-Olááá!!
-Quem és tu?
-Eu!?...eu sou tu...e tu, quem és?
-Eu...eu sou tu...Titi.
-Titi...Titi!??!
-Sim...Titi...não sabes que no mundo da imaginação tudo é válido?
-Siim?? Mas porquê Titi? Só falta dizeres que vens da Titilândia...
-Lindo! Já começas a perceber como tudo começa!
-Ok...desisto...conta-me só...

-Titi...simplesmente Titi... Titi de brisa ao ombro...
Quando o céu me concebeu depositou em mim uma luz, um brilho que se escondeu dentro de mim. Titi foi o nome que surgiu, e eu aceitei!

-Mas Titi!?!? Não havia nada melhor?
Na verdade eu já ouvi falar de ti, és aquelas que se deixa levar pela liberdade e vôa sem saber bem para onde e sem querer saber...

-Epá isso assim é muito volátil e triste...eu vou-te contar quem sou...

Tenho uma brisa de vento no ombro...e uma caixa na mão...a brisa é quem me guia...um dia apercebi-me que ali estava, e era tão suave o seu surrurrar, tão encantado que me deixei levar, e quando me apercebi já os meus pés não tocavam no chão...e era tão leve...
Viver a flutuar, ao sabor da brisa, sem olhar para trás nem pensar para onde vais... é saberes-te acompanhada e sem medo do futuro, pois basta fechar os olhos e dizer, eu quero ir, e lá vais tu...

Na mão, a minha caixa...nela guardo um pouco de todos os locais por onde passei...quando a abro criam-se à minha frente imagens do que vivi, pessoas, nomes, passeios, flores e tempestades... cada imagem uma história, cada vulto uma memória...não a abro muito...

-Titi...quem te ouve parece que está perante um conto...

-E assim é...sou a personagem que te vai contar quem és...

segunda-feira, janeiro 26, 2009

vendaval perdido

O tempo passa e as vontades vão e vêm...
Afinal ainda vivo...já se sabe que o vento esconde-se por um tempo e depois reaparece...
Pode ser uma brisa, um vendaval, ou um furacão...

Hoje sou vendaval!

Folhas remoínham em meu redor, brinco com elas...fazem-me sentir viva e toldam-me a vista fazendo-me tropeçar nos estranhos obstáculos à minha frente que não vejo...Bailo, bailo, sinto a energia que me move e agita tudo em seu redor

...oiço o som do meu cantar...que estranho me soa, que rouco e abafado...não admira que não o percebam pois parece o estilhaçar de vidro que parto com a força com que bato às janelas...e no entanto só queria espreitar por elas...ver o brilho que esconde a casa que fecham...

O vento que sou quer voar, quer aprender, quer encantar...quer desaparecer, ir , ir e não parar...
...para onde não sei...sei apenas que esteve tanto tempo contido numa brisa que agora não sabe o que fazer com a liberdade de poder voar!

Querer e poder voar não basta...é preciso saber voar...

...conta-me passarinho quem te ensinou a voar?

segunda-feira, julho 10, 2006

leva-as o vento...

Longe vai a noite
e com ela o teu olhar,
são mil e um pensamentos
que me fazem recordar...

Voam como um passarinho
que seu caminho procura encontrar
mas é onde está o ninho
que dá por si sempre a pairar.

Voltas e voltas dá sobre si
numa vã tentativa de entender
o passado e o futuro
que o presente lhe está a oferecer...

As palavras que sussuro ao vento,
ele as leva e esconde no escuro...
São tudo o que tenho cá dentro,
guardado num canto seguro....



By me!!! :)

quinta-feira, junho 22, 2006

I carry you...

I carry your heart with me
I carry it in my heart
I am never without it
Anywhere I go, you go my dear
And whatever is done by only me
is your doing, my darling,
I fear no faith
For you are my faith, my sweet,
I want no world
For beautifull, you are my world, my truth,
Here is the deepest secret no one knows,
Here is the rooth of the rooth
and the bud of the bud
and the sky of the sky
the tree called life
wich grows higher then a soul can hope
or a mind can hide
Is the wonder that is keeping the stars apart

I carry your heart...
I carry it in my heart.

E.E.Comings (?!) ( tirado do filme In Her Shoes )

quarta-feira, maio 03, 2006

pequenos pedaços

Pequenos pedaços foram encontrados. no inicio tive curiosidade, resolvi apanha-los, faziam recordar pedaços de azulejos antigos, muito coloridos, tal qual os pedaços que vi vezes sem conta nas inumeras obras de Gaudi que tanto me seduzem.
Estavam partidos de forma engraçada, demonstrado uma alegria imensa de tempos felizes!
Resolvi olhar com maior atenção tentado perceber o que me diziam numa lingua desconhecida.
Embora de uma cor verde lima maravilhosa notei uma tonalidade cinzenta tal qual os pulmões de um fumador, nessa zona a tristeza abundava, senti um vazio no meu ser.
Reconheci a cor, a magoa, o vazio...
Olhei a janela e estava a chover...
Chovia como se houvesse mais uma mensagem por tras.
Passados os quinze minutos, olhei novamente para os pedaços e não conseguia mais ver a tonalidade cinzenta.
Apanhei-os um, a um, a um, a um, e voltei a colar!
Esses pedaços que me eram desconhecidos fizeram em tempos parte de mim e agora estão mais proximos que nunca...


para o meu murmurio.......

quarta-feira, março 22, 2006

Esquecimento...

Palavras que usas,
sentimentos que expões,
canções que sussurras aos ouvidos de quem te quer ouvir,
de quem te procura para saber como baila o teu coração...

Dança que bailas só para esses olhos,
vida que sorris e festejas por sentires que esses olhos te seguem,
dançando ao mesmo ritmo, acompanhando os teus passos...

... só os olhos que seguem a dança e a conseguem acompanhar se mantêm...
... na escuridão, num recanto escondido brilham outros...
seguem teus pés.
seguem o remoínho de folhas que levanta o teu bailar,
seguem o seu movimento e guardam o som que produzem...

o som preenche o ar,
ensurdece,
e concentras-te nos olhos que bailam ao teu ritmo ...
....rápido, rápido,
cada vez mais rápido,
parar é morrer e "quem quer viver morto?"
Há que ver, experimentar, correr, saltar, viver, sonhar...
... não parar...
... parar é morrer...
... não parar ...
... parar é ficar ...
... parar é esquecer...
... parar é .....

...parar pode ser sentir ...
...parar pode ser ver ...
...parar pode ser não esquecer ...
... e ver os olhos que na escuridão esperam que num relance,
num momento os vejas também,
os fixes também, os sintas também...

...e assim percebas que a dança que bailas tem vários compassos,
vários instrumentos,
várias pessoas que tocam a música da vida que sorris...
mas que nunca lembras enquanto rodas dançando
sorridente e sentido os olhos que te seguem...

...na escuridão, num recanto escondido brilham outros...


... não os esqueças...