Perguntam voçês e muito bem...30 anos...e agora?
Epá e agora....sei lá...está quase realmente...está demasiado quase!!
O cerco começa a apertar-se para as raparigas da minha idade. Começa a mãe a dizer para ter atenção, a avó a revelar tristeza por não ter visto ainda um neto, e nós a olharmos à volta e a questionarmo-nos o que está errado?!?!
Sim, são 30 anos...30!!! Os 20 já lá vão, e com eles aquela imagem de que há tempo...há tempo para tudo...e na verdade é assim que uma trintona como eu ainda se sente...o problema é o peso que o mundo começa a colocar sobre os ombros de quem tem 30 e ainda pensa como uma pessoa de 20.
É como se estivésse na hora de fechar algumas portas e de abrir outras. De fazer planos sólidos como pedras que se afundam no chão e não apenas de voar com a leveza de uma borboleta que agita as suas asas ao sabor do vento.
O vento já começou a soprar com força, e a borboleta já sente a direcção para onde ele sopra, mas só ela o sente... o vento, só a ela soprou o seu destino, as flores em redor não sabem onde ela vai pousar, ou se vai sequer pousar...
...ah...mas a borborleta sabe...e por isso voa...
quarta-feira, agosto 26, 2009
terça-feira, agosto 25, 2009
fixação!!
Tive o prazer de conhecer este Sr. no Festival de Artes tribais e Tradicionais...no Ameixial... Foi realmente um prazer e será a partir de agora uma inspiração!!!
Está decidido, vou aprender didgeridoo!!!!
quarta-feira, agosto 19, 2009
muros
(...) entre duas pessoas que se amam surgem constantemente muros invisíveis que, embora não acabem com a vontade de abraçar, impedem que esses abraços aconteçam. É o que acontece, por exemplo, com uma simples discussão por um motivo absurdo qualquer. O muro cresce... até que um dos dois tenha a coragem de o demolir.
In, "Não compreendo as mulheres"
....Caramba... estes muros ás vezes são autênticas montanhas intransponíveis...algumas nem numa vida inteira se consegue ultrapassar.
No entanto sem dúvida que o prazer do abraço que quebra o muro é um sentimento forte e pelo qual se deve sempre lutar.
In, "Não compreendo as mulheres"
....Caramba... estes muros ás vezes são autênticas montanhas intransponíveis...algumas nem numa vida inteira se consegue ultrapassar.
No entanto sem dúvida que o prazer do abraço que quebra o muro é um sentimento forte e pelo qual se deve sempre lutar.
sexta-feira, agosto 07, 2009
quarta-feira, agosto 05, 2009
Guia
O que custa não é o que está para a frente...essa parte não sabemos, não me assusta...
Não é a escuridão,
o vazio ou o incerto.
Não é a dúvida
Não é a insegurança
É o que fica que eu lamento
É o largar
É ter andado a dar laços e nós a todas as pontas soltas para agora as ter de desatar
É aguentar as pedras da barragem que construí em torno do lago que tenho no peito
É o abraço, as mãos, o sorriso e o coração torcido
São as noticias no ar
É a ausência
É a distância
Já percorri este caminho antes
Nessa altura a barragem jorrou
mas os laços já estavam quebrados
Foi para aprender a refazê-los que parti
E agora que os atei tão bem o mar chama de novo
e o rio que sou para lá vai seguir
Não é um início, uma aventura, um caminho por percorrer
Não é um objectivo,
não é uma fuga,
não é uma busca
Na verdade não é nada
É apenas o repisar de algo que conheço, que sabia que teria de repetir
Que queria repetir mesmo sem o querer...
Adornei-o de mais encanto
de mais brilho,
de mais mistério para ver se me convence.
Guia do meu caminho e dos outros
É este o teu destino
Encaminhar, seguir, amparar, e ter de largar.
Não o lamento.
É uma escolha feita sem mim, embora por minha escolha a siga.
Nada me prende, nada me orienta, não tenho objectivos ou rumos
Sigo...
...Vincos de nós esticados esticados sob a pele
Estiquei-os ao máximo para que não possam ser desatados,
embora apertem
embora marquem
Prefiro senti-los, escondidos sob a pele,
Fingir que os desato...
...ainda não aprendi a largar...mas tenho de seguir
Não é a escuridão,
o vazio ou o incerto.
Não é a dúvida
Não é a insegurança
É o que fica que eu lamento
É o largar
É ter andado a dar laços e nós a todas as pontas soltas para agora as ter de desatar
É aguentar as pedras da barragem que construí em torno do lago que tenho no peito
É o abraço, as mãos, o sorriso e o coração torcido
São as noticias no ar
É a ausência
É a distância
Já percorri este caminho antes
Nessa altura a barragem jorrou
mas os laços já estavam quebrados
Foi para aprender a refazê-los que parti
E agora que os atei tão bem o mar chama de novo
e o rio que sou para lá vai seguir
Não é um início, uma aventura, um caminho por percorrer
Não é um objectivo,
não é uma fuga,
não é uma busca
Na verdade não é nada
É apenas o repisar de algo que conheço, que sabia que teria de repetir
Que queria repetir mesmo sem o querer...
Adornei-o de mais encanto
de mais brilho,
de mais mistério para ver se me convence.
Guia do meu caminho e dos outros
É este o teu destino
Encaminhar, seguir, amparar, e ter de largar.
Não o lamento.
É uma escolha feita sem mim, embora por minha escolha a siga.
Nada me prende, nada me orienta, não tenho objectivos ou rumos
Sigo...
...Vincos de nós esticados esticados sob a pele
Estiquei-os ao máximo para que não possam ser desatados,
embora apertem
embora marquem
Prefiro senti-los, escondidos sob a pele,
Fingir que os desato...
...ainda não aprendi a largar...mas tenho de seguir
terça-feira, agosto 04, 2009
Abarcar o mundo
É frequente sentir que estou a dar-me demais, que não messo as consequências e dou os passos sempre grandes demais para as pernas que tenho, e que por isso acabo por me desiquilibrar sobre mim mesma e cair numa pancada seca.
A liberdade tem destas coisas...ás vezes sentimo-nos tão livres, e queremos tanto abarcar o mundo e as pessoas fantásticas que conhecemos, que mais parece que lhes estamos a sugar a energia com toda a nossa sôfrega oferta e vontade de as conhecer e absorver.
Onde se situa o limite da nossa actuação!? Será demais convidar alguém que mal se conhece, mas que se tem curiosidade em conhecer melhor, para um café? Será isso mal entendido?
Alguém entra em contacto connosco e nós, afávelmente abrimos os braços e procuramos o convívio, oferecemos a nossa companhia e procuramos a do próximo...até que ponto não o devemos fazer? Parecerá sempre que nos estamos a oferecer!?
Teremos mesmo de ser sempre contidos, ou mostrar-nos desinteressados para que os outros nos procurem mais? Porque não simplesmente mostrar que simpatizámos com alguém e mostrá-lo!? Porquê que sempre que isto acontece com o sexo oposto é confundido com algo que não tem nada a ver com uma simples amizade!? ou será que só a mim me parece que é entendido assim?
Estarei assim tão confusa e disponível para abraçar o próximo que isso se torna demais?
...bem diz o ditado:" quando a esmola é demais o santo desconfia" ... :( ... onde está a fé na boa vontade?!? Na pureza dos sentimentos? .....baaaahhh
A liberdade tem destas coisas...ás vezes sentimo-nos tão livres, e queremos tanto abarcar o mundo e as pessoas fantásticas que conhecemos, que mais parece que lhes estamos a sugar a energia com toda a nossa sôfrega oferta e vontade de as conhecer e absorver.
Onde se situa o limite da nossa actuação!? Será demais convidar alguém que mal se conhece, mas que se tem curiosidade em conhecer melhor, para um café? Será isso mal entendido?
Alguém entra em contacto connosco e nós, afávelmente abrimos os braços e procuramos o convívio, oferecemos a nossa companhia e procuramos a do próximo...até que ponto não o devemos fazer? Parecerá sempre que nos estamos a oferecer!?
Teremos mesmo de ser sempre contidos, ou mostrar-nos desinteressados para que os outros nos procurem mais? Porque não simplesmente mostrar que simpatizámos com alguém e mostrá-lo!? Porquê que sempre que isto acontece com o sexo oposto é confundido com algo que não tem nada a ver com uma simples amizade!? ou será que só a mim me parece que é entendido assim?
Estarei assim tão confusa e disponível para abraçar o próximo que isso se torna demais?
...bem diz o ditado:" quando a esmola é demais o santo desconfia" ... :( ... onde está a fé na boa vontade?!? Na pureza dos sentimentos? .....baaaahhh
sexta-feira, julho 31, 2009
Here's to you!!
As pessoas surpreendem-me...
Quase todos os dias sou encantada com características que nunca desconfiaria que esta ou aquela pessoa tivéssem. Ora é um que afinal adora sushi e quer aprender a fazê-lo, ora é outro que faz mergulho, ora outro que já viajou que se fartou e o revela, ora é outro que todos os anos no verão brinca durante duas semanas com as crianças, revelando um instinto mais maternal do que aquele que uma rapariga como eu alguma vez terá!
Todos temos algo que para nós é normal, mas que ás vezes surpreende quem o descobre em nós.
Temos várias faces, somos o que somos, mas nem sempre se proporciona revelá-lo na totalidade, ou ás vezes só revelamos até onde achamos que o outro estará disposto a descobrir, e quando um dia falamos do nosso outro lado, dos nossos gostos, das nossas ideias, da nossa ambição ou até do nosso quotidiano, acende-se uma luz que aponta para nós um ângulo diferente daquele que até ali nos caracterizava.
Adoro descobrir estes novos mundos que cada um encerra...é maravilhoso descobrir as diversas faces dos astros que nos rodeiam. Que nunca deixem de me revelar mais uma falha, mais um reflexo, mais uma luz, que eu estarei cá para os apreciar insaciávelmente.
Here's to you...
Quase todos os dias sou encantada com características que nunca desconfiaria que esta ou aquela pessoa tivéssem. Ora é um que afinal adora sushi e quer aprender a fazê-lo, ora é outro que faz mergulho, ora outro que já viajou que se fartou e o revela, ora é outro que todos os anos no verão brinca durante duas semanas com as crianças, revelando um instinto mais maternal do que aquele que uma rapariga como eu alguma vez terá!
Todos temos algo que para nós é normal, mas que ás vezes surpreende quem o descobre em nós.
Temos várias faces, somos o que somos, mas nem sempre se proporciona revelá-lo na totalidade, ou ás vezes só revelamos até onde achamos que o outro estará disposto a descobrir, e quando um dia falamos do nosso outro lado, dos nossos gostos, das nossas ideias, da nossa ambição ou até do nosso quotidiano, acende-se uma luz que aponta para nós um ângulo diferente daquele que até ali nos caracterizava.
Adoro descobrir estes novos mundos que cada um encerra...é maravilhoso descobrir as diversas faces dos astros que nos rodeiam. Que nunca deixem de me revelar mais uma falha, mais um reflexo, mais uma luz, que eu estarei cá para os apreciar insaciávelmente.
Here's to you...
quinta-feira, julho 30, 2009
O canto da sereia...consegues ouvi-lo?!
do you hear me!??!
I'm talking to you...
Across the water, across the deep... blue ...ocean
Under the open sky
Oh my baby I'm trying!!!
Boy I hear you in my dreams...I feel your whisper...across the sea
I keep you with me, in my heart
you make it easier when life gets hard!
...
And so i'm sailing Through the sea
To an island where we'll meet
You'll hear the music fill the air...
I'll put a flower in your hair
...
Just wait for me...I'm coming! :D
I'm talking to you...
Across the water, across the deep... blue ...ocean
Under the open sky
Oh my baby I'm trying!!!
Boy I hear you in my dreams...I feel your whisper...across the sea
I keep you with me, in my heart
you make it easier when life gets hard!
...
And so i'm sailing Through the sea
To an island where we'll meet
You'll hear the music fill the air...
I'll put a flower in your hair
...
Just wait for me...I'm coming! :D
terça-feira, julho 28, 2009
SA boy...
Há momentos em que gostaríamos de poder regressar atrás no tempo, de recapitular o passado e de prestar bem atenção ao ponto em que as coisas fugiram ao nosso controlo...
Fui apanhada na esquina com uma destas situações...e neste momento vivo com a sensação de que algo importante se passou e eu apesar de estar em cima do acontecimento, não sei de nada e agora pouco posso fazer para alterar a situação, com medo de a piorar.
So sad SA boy ...SOOO sad...
Fui apanhada na esquina com uma destas situações...e neste momento vivo com a sensação de que algo importante se passou e eu apesar de estar em cima do acontecimento, não sei de nada e agora pouco posso fazer para alterar a situação, com medo de a piorar.
So sad SA boy ...SOOO sad...
sexta-feira, julho 24, 2009
segunda-feira, julho 20, 2009
Aquário
Ontem fui ao Oceanário!
Quem espera sempre alcança, e ontem usufrui de uma entrada grátis que há tanto esperava!
O mundo marinho...azul...infinito...distante...uma tranquilidade que nos esvazia...a vida marinha cheia de uma energia controlada, como se tudo tivésse o seu lugar e se compusésse num ecossitema equilibrado que só o homem poderá arruinar como faz com tudo. Um aquário central cheio. Criaturas que andam sem rumo num espaço superlotado.
O Eusébio e a Amália, doces Seres, reduzidos a um curto espaço, entretiam-se a nadar em círculos, como se aquele mini-circuito fosse uma rotina agradável ...para a frente...de barriga para baixo...para trás, de barriga para cima e olhos perdidos nos olhos de quem observa embevecido duas criaturas de patas aninhadas no peito e pés de barbatanas.
Um cardume de peixes que passa constantemente vindo de um dos lados do rectângulo de vidro e desaparece no outro. Ainda me perguntei se aquilo seria como um circuito fechado que eles percorrem constantemente...
Dois dragões marinhos fantásticos, lindos, num convívio entre três algas amarelas dentro de um cilindro de vidro com cerca de 1m3.
Lampreias aninhadas, um polvo gigante solitário, um caranguejo gigante entre peixes, anémonas, estrelas do mar, algumas espécies da família dos pinguins cujos nomes não fixei, e uma panóplia de tubarões, peixes e seres inatingíveis para um comum mortal como eu.
...Adorei vê-los mas a sensação com que saí foi nítidamente de desilusão... é fantástico poder ver os animais ao vivo, principalmente aqueles que não conseguiríamos ver por serem raros ou que obrigam a ter qualificações que nem todos temos para nos podermos aproximar deles...mas continuo a preferir vê-los apenas na televisão ou nos livros do que os retirar do seu ambiente e reduzí-los a espaços pequenos demais para eles.
Imaginem o que seria passar anos num T0, equipado com tudo o que precisarias para viver e te divertires...livros, televisão, filmes, comida e livros de receitas, rádio... mas sem te ser permitido sair para além dali...nunca chegares a sentir um arrepio de frio ou o quente do sol na pele... as paredes sempre pintadas e a janela sempre com a mesma paisagem...e os dias a passarem lentamente...quanto tempo serias capaz de estar assim sem entrares em depressão?
Quem espera sempre alcança, e ontem usufrui de uma entrada grátis que há tanto esperava!
O mundo marinho...azul...infinito...distante...uma tranquilidade que nos esvazia...a vida marinha cheia de uma energia controlada, como se tudo tivésse o seu lugar e se compusésse num ecossitema equilibrado que só o homem poderá arruinar como faz com tudo. Um aquário central cheio. Criaturas que andam sem rumo num espaço superlotado.
O Eusébio e a Amália, doces Seres, reduzidos a um curto espaço, entretiam-se a nadar em círculos, como se aquele mini-circuito fosse uma rotina agradável ...para a frente...de barriga para baixo...para trás, de barriga para cima e olhos perdidos nos olhos de quem observa embevecido duas criaturas de patas aninhadas no peito e pés de barbatanas.
Um cardume de peixes que passa constantemente vindo de um dos lados do rectângulo de vidro e desaparece no outro. Ainda me perguntei se aquilo seria como um circuito fechado que eles percorrem constantemente...
Dois dragões marinhos fantásticos, lindos, num convívio entre três algas amarelas dentro de um cilindro de vidro com cerca de 1m3.
Lampreias aninhadas, um polvo gigante solitário, um caranguejo gigante entre peixes, anémonas, estrelas do mar, algumas espécies da família dos pinguins cujos nomes não fixei, e uma panóplia de tubarões, peixes e seres inatingíveis para um comum mortal como eu.
...Adorei vê-los mas a sensação com que saí foi nítidamente de desilusão... é fantástico poder ver os animais ao vivo, principalmente aqueles que não conseguiríamos ver por serem raros ou que obrigam a ter qualificações que nem todos temos para nos podermos aproximar deles...mas continuo a preferir vê-los apenas na televisão ou nos livros do que os retirar do seu ambiente e reduzí-los a espaços pequenos demais para eles.
Imaginem o que seria passar anos num T0, equipado com tudo o que precisarias para viver e te divertires...livros, televisão, filmes, comida e livros de receitas, rádio... mas sem te ser permitido sair para além dali...nunca chegares a sentir um arrepio de frio ou o quente do sol na pele... as paredes sempre pintadas e a janela sempre com a mesma paisagem...e os dias a passarem lentamente...quanto tempo serias capaz de estar assim sem entrares em depressão?
sexta-feira, julho 10, 2009
desculpa...
Por não conseguir ficar
Por não me habituar
Por não estar bem em lado nenhum
Por não descansar nem te dar descanso a ti
Desculpa pelo peso que te pus aos ombros
Desculpa por te deixar apegar
Por te querer por perto mesmo quando te devia era afastar
Desculpa pela minha ansiedade
Pela minha insaciedade
Por não saber quem sou nem porque o faço
Desculpa por mim...
Desculpa por ti...
Desculpa...
Por não me habituar
Por não estar bem em lado nenhum
Por não descansar nem te dar descanso a ti
Desculpa pelo peso que te pus aos ombros
Desculpa por te deixar apegar
Por te querer por perto mesmo quando te devia era afastar
Desculpa pela minha ansiedade
Pela minha insaciedade
Por não saber quem sou nem porque o faço
Desculpa por mim...
Desculpa por ti...
Desculpa...
6/7

Mais ou menos 6/7 meses...é o que falta...estou quase a acabar e com isso começa a ansiedade a apoderar-se...o tempo a escacear e as portas a terem de ser fechadas!
Já o fiz algumas vezes, mais do que muitos, mas a sensação continua a mesma.
O indefenido, o indescrito, o passado e presente a reunirem-se rumo a uma negritude com o efeito de sucção do buraco negro. Gosto de me deixar levar por essa sucção, mas arrasto sempre comigo a âncora que me prende ao que deixo para trás...arrasto-a...obrigo-a a deixar-me seguir, por muito que me pese e que se agarre ao que ficou...
Mais uma etapa, mais uma escolha...e pergunto-me porque continuo a fazer estas escolhas, porque não quero ficar, porquê correr o risco, porquê o abismo em vez do chão seguro e já tão marcado pelos passos de quem o fez antes de mim... Só uma resposta vem em meu auxílio...porque não é aqui...porque não estou satisfeita, porque ainda não consegui preencher o vazio que carrego sempre comigo...de onde virá?
terça-feira, julho 07, 2009
eu sei que tu compreendes bem!!!!
Bairro do Amor
No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de côr
Por gente que sofreu por não ter ninguém
No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do Verão?
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu compreendes bem
No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o Sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar
O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há hotéis nem hospitais
No bairro do amor cada um tem que tratar
Das suas nódoas negras sentimentais
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu compreendes bem
Jorge Palma
No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de côr
Por gente que sofreu por não ter ninguém
No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do Verão?
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu compreendes bem
No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o Sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar
O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há hotéis nem hospitais
No bairro do amor cada um tem que tratar
Das suas nódoas negras sentimentais
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu compreendes bem
Jorge Palma
terça-feira, junho 30, 2009
As marés e os marinheiros
Ás vezes acordamos bem dispostos...outras, com aquele humor de cortar à faca!
Hoje estou bem disposta, mas o mau humor de um outro alguém mostrou-me como ás vezes a combinação dos astros pode ser de tal forma caótica que nos confunde a mente e depois, nós, Seres Humanos já de si confusos e influenciáveis, temos o poder de nos embrenharmos tanto no enredo do filme que vivemos que o tornamos numa tragédia...um simples balançar maior e o barco inunda de forma irreversível!
Ás vezes são precisos dias para conseguir tirar a água do convés e sentir o deck seco e os pés firmes novamente.
Nos dias em que estou lúcida e o meu barco não está no meio da tempestade, tenho a capacidade de ver o barco dos outros em tormentas que me parecem desnecessárias, confusas e exageradas, e chego a ter pena da confusão que ali vai...esqueço-me que também eu tenho estas fases, complicadas e despoletadas por vezes apenas por falta de uma mensagem, um tok de telemóvel, ou um olá no MSN...Na verdade somos todos frágeis...
Mas nestas alturas em que estou perante a tormenta deste outro alguém quase que se me desenrola a língua num: " eu sei bem o que tu precisas...na minha casa, esta noite!" ...e depois penso...se calhar não é do que ele precisa...e páro a olhar para o ecrãn e deixo a imaginação apoderar-se...
Hoje estou bem disposta, mas o mau humor de um outro alguém mostrou-me como ás vezes a combinação dos astros pode ser de tal forma caótica que nos confunde a mente e depois, nós, Seres Humanos já de si confusos e influenciáveis, temos o poder de nos embrenharmos tanto no enredo do filme que vivemos que o tornamos numa tragédia...um simples balançar maior e o barco inunda de forma irreversível!
Ás vezes são precisos dias para conseguir tirar a água do convés e sentir o deck seco e os pés firmes novamente.
Nos dias em que estou lúcida e o meu barco não está no meio da tempestade, tenho a capacidade de ver o barco dos outros em tormentas que me parecem desnecessárias, confusas e exageradas, e chego a ter pena da confusão que ali vai...esqueço-me que também eu tenho estas fases, complicadas e despoletadas por vezes apenas por falta de uma mensagem, um tok de telemóvel, ou um olá no MSN...Na verdade somos todos frágeis...
Mas nestas alturas em que estou perante a tormenta deste outro alguém quase que se me desenrola a língua num: " eu sei bem o que tu precisas...na minha casa, esta noite!" ...e depois penso...se calhar não é do que ele precisa...e páro a olhar para o ecrãn e deixo a imaginação apoderar-se...
terça-feira, junho 23, 2009
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