Nem sempre nos controlamos...
Nem sempre somos senhores de nos...e quando menos se espera, ainda menos somos senhores dos nossos sentidos ou das nossas vontades.
O que somos nem sempre deixamos ver, e o que sentimos nem sempre o vëm. Nem sempre somos capazes de dizer o que queremos, de despejar o nosso Ser, ou de nos fazermos sequer ouvir...
As vezes sinto-me cega, surda, e muda... outras vezes, secretamente, prefiro së-lo e esquecer as responsabilidades, as pessoas, as coisas ou mesmo o que me leva a ser como sou ou a fazer todas as coisas que faco e fiz e farei na minha vida...
As vezes prefiro nao ver, nao ouvir, nao querer e nem sequer sentir...
Tenho direito a isso???... ou nao?!?!?
domingo, maio 16, 2010
quarta-feira, abril 14, 2010
Mais uma música escrita no Céu...
segunda-feira, abril 12, 2010
No remoínho do tempo
O tempo dá-me medo...
Dá-me medo a forma como apaga as memórias, como arrefece as emoçöes e esquece os desejos...
O tempo tem o poder de apaziguar a dor, acalmar os pensamentos, consolidar as vontades...mas tempo demais pode ser o nosso maior obstáculo.
Os meses passam, as semanas, os dias e a cada hora, a cada segundo vamos mudando, e o rumo que tomamos pode ou näo ir de encontro ao que em tempos ansiámos.
Ás vezes gostava de ter a receita para parar o tempo...para viver aquele momento de felicidade por mais tempo, aumentar o tempo de exposiçäo de um sorriso, manter na pele aquela sensaçäo de prazer que um beijo nos dá...
Mas depois corríamos o risco de também ser possível ficarmos presos em momentos de dor, de prolongarmos a agonia de uma perda, ou relembrarmos eternamente o que preferimos por vezes esquecer...
Tenho medo, e sempre tive, de deixar escapar o que me parece certo, de perder o momento em que devia agir e isso tornou-me no que sou...
Hoje faço o exercício inverso, o de aceitar o ritmo das coisas, e de näo recear que o depois seja tarde demais, embora isso me passe tantas e tantas vezes pela cabeça, e talvez por isso me refugie no exercício de reavivar memórias, de escrever muito mais, de ouvir tantas vezes aquela música que afinal acaba por fazer parte do meu dia-a-dia e näo do meu passado ou do momento que quis recordar e que passou com o tempo..
Dou por mim cada vez mais enrolada no tempo, no de hoje, no de ontem e no do amanhä...porque te guardo na memória...e nas músicas que oiço...e nas paisagens que vejo e onde te encontro...
Dá-me medo a forma como apaga as memórias, como arrefece as emoçöes e esquece os desejos...
O tempo tem o poder de apaziguar a dor, acalmar os pensamentos, consolidar as vontades...mas tempo demais pode ser o nosso maior obstáculo.
Os meses passam, as semanas, os dias e a cada hora, a cada segundo vamos mudando, e o rumo que tomamos pode ou näo ir de encontro ao que em tempos ansiámos.
Ás vezes gostava de ter a receita para parar o tempo...para viver aquele momento de felicidade por mais tempo, aumentar o tempo de exposiçäo de um sorriso, manter na pele aquela sensaçäo de prazer que um beijo nos dá...
Mas depois corríamos o risco de também ser possível ficarmos presos em momentos de dor, de prolongarmos a agonia de uma perda, ou relembrarmos eternamente o que preferimos por vezes esquecer...
Tenho medo, e sempre tive, de deixar escapar o que me parece certo, de perder o momento em que devia agir e isso tornou-me no que sou...
Hoje faço o exercício inverso, o de aceitar o ritmo das coisas, e de näo recear que o depois seja tarde demais, embora isso me passe tantas e tantas vezes pela cabeça, e talvez por isso me refugie no exercício de reavivar memórias, de escrever muito mais, de ouvir tantas vezes aquela música que afinal acaba por fazer parte do meu dia-a-dia e näo do meu passado ou do momento que quis recordar e que passou com o tempo..
Dou por mim cada vez mais enrolada no tempo, no de hoje, no de ontem e no do amanhä...porque te guardo na memória...e nas músicas que oiço...e nas paisagens que vejo e onde te encontro...
sexta-feira, março 26, 2010
palavras...
tanto tanto que escrever...
tanto tanto que dizer...
tanto tanto a sentir...
e tao pouco tempo para o poder fazer, para o absorver, para o transmitir...
sobra-me apenas a vontade de o fazer e o desejo de que mesmo longe e baixinho, que alguém possa ouvir as palavras que murmuro ao vento...
tanto tanto que dizer...
tanto tanto a sentir...
e tao pouco tempo para o poder fazer, para o absorver, para o transmitir...
sobra-me apenas a vontade de o fazer e o desejo de que mesmo longe e baixinho, que alguém possa ouvir as palavras que murmuro ao vento...
terça-feira, março 02, 2010
love and some verses
Love is a dress that you made
long to hide your knees
love to say this to your face,
"I'll love you only"
for your days and excitement,
what will you keep for to wear?
someday drawing you different,
may I be weaved in your hair?
Love and some verses you hear
say what you can't say
love to say this in your ear,
"I'll love you that way"
from your changing contentments,
what will you choose for to share?
someday drawing you different,
may I be weaved in your hair?
long to hide your knees
love to say this to your face,
"I'll love you only"
for your days and excitement,
what will you keep for to wear?
someday drawing you different,
may I be weaved in your hair?
Love and some verses you hear
say what you can't say
love to say this in your ear,
"I'll love you that way"
from your changing contentments,
what will you choose for to share?
someday drawing you different,
may I be weaved in your hair?
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
Patas arriba
Naquele dia ela acordou triste...mal os primeiros raios de sol lhe tocaram o rosto deixou de conseguir manter os olhos fechados, ao contrário dos dias anteriores, em que se deixava ficar na cama meio dormente de cansaço e sono.
Nessa manha uma tristeza a sufocava apesar de ter ido para a cama em paz, apesar de ter feito amor com ele como nunca antes tinha feito e de lhe ter esvaziado os seus receios...talvez por isso tenha acordado triste, talvez por isso as músicas que a tinham ajudado a adormecer e que pertenciam aos dois, esta manha lhe traziam nao o amor, nao a alegria, mas sim a saudade...
Levantou-se e seguiu para a casa de banho, onde começou mecânicamente a tratar de si, e só já dentro da banheira é que se apercebeu que estava escuro, e que apenas a luz que entrava pela janela iluminava o espaço. Estranhou...pensou que a lâmpada se tivésse fundido e que tinha a certeza que estava acesa quando estava a lavar os dentes...
Mesmo assim, na luz ténue, ligou a água e deixou-se lavar pelo seu quente...foi nesse momento que percebeu o nó que tinha na garganta, e que lhe apertava a alma...sentiu a solidao...sentiu-se vazia, perdida...
Quando saiu do banho tentou ligar a luz, e esta acendeu e aí apercebeu-se de que tinha sido ela que a tinha apagado enquanto estava inundada pela sua estranha melancolia...e perguntou-se como foi possivel nao se dar conta dos seus gestos...
Ao longo do dia vários foram os amigos que lhe perguntaram porque estava tao triste?
Tentou por varias vezes esconder a sombra que carregava no rosto com um sorriso mal cosido nos lábios...
Ao fim do dia, já no regresso a casa é que se apercebeu do que estava a fazer a si mesma, e de como nao se podia dar ao luxo de cair na tristeza...só ao fim do dia e sem motivo aparente, sem que ninguém tivésse acendido o botao da sua consciencia é que percebeu as palavras dele, e do quadro que tinha tido durante toda uma semana à sua frente e cuja frase lhe estava sempre na memória sem que verdadeiramente se tivésse deixado influenciar pelo seu significado.
Só aí é que percebeu que o passado feliz nao se pode tornar num presente infeliz, por ter passado...mas sim na certeza de que tocamos a felicidade muitas vezes e que essa felicidade está gravada em nós e nao se pode transformar em tristeza, em solidao, ou em saudade, mas sim na força que nos faz sorrir por a termos vivido e sentido, e por nos fazer sorrir cada vez que a recordamos e que temos consciencia de que está guardada em nós!
...E entao finalmente o nó que tinha a prender-lhe a alma se soltou, e finalmente sorriu com vontade enquanto olhava a rua e as pessoas que passavam...só ai compreendeu melhor a sorte de ter vivido o passado e de o poder continuar a levar consigo no presente, e sentiu vontade de sorrir...e as músicas que a tinham ajudado a adormecer e que esta manha lhe trouxeram saudade, voltaram a trazer-lhe o seu amor, e a alegria de o ter sempre consigo.
"As veces se me ocurre que la tristeza no es mas que la alegria patas arriba"
Nessa manha uma tristeza a sufocava apesar de ter ido para a cama em paz, apesar de ter feito amor com ele como nunca antes tinha feito e de lhe ter esvaziado os seus receios...talvez por isso tenha acordado triste, talvez por isso as músicas que a tinham ajudado a adormecer e que pertenciam aos dois, esta manha lhe traziam nao o amor, nao a alegria, mas sim a saudade...
Levantou-se e seguiu para a casa de banho, onde começou mecânicamente a tratar de si, e só já dentro da banheira é que se apercebeu que estava escuro, e que apenas a luz que entrava pela janela iluminava o espaço. Estranhou...pensou que a lâmpada se tivésse fundido e que tinha a certeza que estava acesa quando estava a lavar os dentes...
Mesmo assim, na luz ténue, ligou a água e deixou-se lavar pelo seu quente...foi nesse momento que percebeu o nó que tinha na garganta, e que lhe apertava a alma...sentiu a solidao...sentiu-se vazia, perdida...
Quando saiu do banho tentou ligar a luz, e esta acendeu e aí apercebeu-se de que tinha sido ela que a tinha apagado enquanto estava inundada pela sua estranha melancolia...e perguntou-se como foi possivel nao se dar conta dos seus gestos...
Ao longo do dia vários foram os amigos que lhe perguntaram porque estava tao triste?
Tentou por varias vezes esconder a sombra que carregava no rosto com um sorriso mal cosido nos lábios...
Ao fim do dia, já no regresso a casa é que se apercebeu do que estava a fazer a si mesma, e de como nao se podia dar ao luxo de cair na tristeza...só ao fim do dia e sem motivo aparente, sem que ninguém tivésse acendido o botao da sua consciencia é que percebeu as palavras dele, e do quadro que tinha tido durante toda uma semana à sua frente e cuja frase lhe estava sempre na memória sem que verdadeiramente se tivésse deixado influenciar pelo seu significado.
Só aí é que percebeu que o passado feliz nao se pode tornar num presente infeliz, por ter passado...mas sim na certeza de que tocamos a felicidade muitas vezes e que essa felicidade está gravada em nós e nao se pode transformar em tristeza, em solidao, ou em saudade, mas sim na força que nos faz sorrir por a termos vivido e sentido, e por nos fazer sorrir cada vez que a recordamos e que temos consciencia de que está guardada em nós!
...E entao finalmente o nó que tinha a prender-lhe a alma se soltou, e finalmente sorriu com vontade enquanto olhava a rua e as pessoas que passavam...só ai compreendeu melhor a sorte de ter vivido o passado e de o poder continuar a levar consigo no presente, e sentiu vontade de sorrir...e as músicas que a tinham ajudado a adormecer e que esta manha lhe trouxeram saudade, voltaram a trazer-lhe o seu amor, e a alegria de o ter sempre consigo.
"As veces se me ocurre que la tristeza no es mas que la alegria patas arriba"
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
...
As vezes ha palavras que preferimos calar dentro de nos para que nao se tornem realidade.
Sabemos perfeitamente que nao ha como escapar as consequencias das nossas escolhas.
Eu tenho sempre a sensacao de que dizer as coisas e meio caminho andado para as tornar realidade...dizer: Eu Vou!....ou Eu posso!...ou mesmo Eu consigo! e meio caminho andado para conseguirmos efectivamente realizar a nossa vontade...mas desta vez prefiro calar-me e nao dizer o que sei...na esperanca de que nao acabe e se estique ate ao dia em que talvez o possa reaproveitar, como ate a bem pouco tempo o fiz...
neste momento quase lamento a minha escolha...quase quero deitar tudo p o ar...quase...quase...
...que belas brincadeiras o destino nos prega...
Sabemos perfeitamente que nao ha como escapar as consequencias das nossas escolhas.
Eu tenho sempre a sensacao de que dizer as coisas e meio caminho andado para as tornar realidade...dizer: Eu Vou!....ou Eu posso!...ou mesmo Eu consigo! e meio caminho andado para conseguirmos efectivamente realizar a nossa vontade...mas desta vez prefiro calar-me e nao dizer o que sei...na esperanca de que nao acabe e se estique ate ao dia em que talvez o possa reaproveitar, como ate a bem pouco tempo o fiz...
neste momento quase lamento a minha escolha...quase quero deitar tudo p o ar...quase...quase...
...que belas brincadeiras o destino nos prega...
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
Bagagem
A vida é feita de muita coisa...mas a principal coisa que retiramos dela, são as nossas experiências, e as pessoas que nos tocaram e nos modificaram.
Gosto de olhar p trás e ver que fui feliz, que sou feliz, que a história que escrevi até agora me agrada e que acima de tudo trago do meu passado muita coisa boa para o presente e para o futuro...muita coisa que me tornou no que sou...
As despedidas nunca me afectaram muito...sempre me afastei sem olhar uma vez sequer p trás, porque sempre achei que para a frente é que está o meu caminho, e o que ficou para trás não é para largar tristemente, mas para guardar e levar connosco para todo o lado. Não sou saudosista, nem gosto de me agarrar ao que já foi, mas gosto de guardar as coisas e saber que cada uma guarda uma história, uma pessoa, uma memória...talvez por isso não consiga deixar de trazer objectos das minhas viagens, em vez de roupa ou grandes adereços...talvez por isso me custe deixá-los à merçê de quem ocupe a minha casa, pois essas pessoas não conhecem as histórias, não ouvem as suas memórias e aquilo que contam sobre vários momentos do meu passado.
Hoje estou de novo em ponto de mudança, daqui a 7h horas estarei no aeroporto com uma mochila que de certeza pesará mais do que deve, mas que terá na história da sua composição, a lembrança das pessoas com quem falei esta noite enquanto a fazia, as lembranças das últimas horas nesta casa que tanto me custou a "construir", mas acima de tudo de tudo o que vivi nestes três anos em Portugal. Foram longos e no entanto tão curtos... dolorosos e no entanto felizes...pesados e afinal tão ligeiros...e agora, com o que estes três anos me ofereceram parto com a bagagem cheia do que sou e do que toda a gente que tive por perto me tornou...Mas tenho de admitir que desta vez parto com dificuldade e despedida afecta-me mais do que imaginei... será velhice?
Seja como fôr, tenho de dizer...
Estou feliz por te ter conhecido, mesmo que por um breve tempo...
Estou feliz por te ter reencontrado, depois de todo este tempo...
Estou feliz por nunca me teres largado, e esperado tanto tempo...
Estou feliz por te ter sempre por perto, e de ter tido tempo para te viver novamente, reconhecer-te na multidão e apertar os laços que nos unem e sempre unirão...
Estou feliz por me teres abraçado, beijado, tocado e sussurrado ao ouvido as palavras doces que precisava de ouvir...
Estou feliz por te ter feito sorrir, por me teres ouvido, por me teres enxugado as lágrimas que não consegui guardar...
Gosto de ti...e levo-te comigo para onde fôr...
Gosto de olhar p trás e ver que fui feliz, que sou feliz, que a história que escrevi até agora me agrada e que acima de tudo trago do meu passado muita coisa boa para o presente e para o futuro...muita coisa que me tornou no que sou...
As despedidas nunca me afectaram muito...sempre me afastei sem olhar uma vez sequer p trás, porque sempre achei que para a frente é que está o meu caminho, e o que ficou para trás não é para largar tristemente, mas para guardar e levar connosco para todo o lado. Não sou saudosista, nem gosto de me agarrar ao que já foi, mas gosto de guardar as coisas e saber que cada uma guarda uma história, uma pessoa, uma memória...talvez por isso não consiga deixar de trazer objectos das minhas viagens, em vez de roupa ou grandes adereços...talvez por isso me custe deixá-los à merçê de quem ocupe a minha casa, pois essas pessoas não conhecem as histórias, não ouvem as suas memórias e aquilo que contam sobre vários momentos do meu passado.
Hoje estou de novo em ponto de mudança, daqui a 7h horas estarei no aeroporto com uma mochila que de certeza pesará mais do que deve, mas que terá na história da sua composição, a lembrança das pessoas com quem falei esta noite enquanto a fazia, as lembranças das últimas horas nesta casa que tanto me custou a "construir", mas acima de tudo de tudo o que vivi nestes três anos em Portugal. Foram longos e no entanto tão curtos... dolorosos e no entanto felizes...pesados e afinal tão ligeiros...e agora, com o que estes três anos me ofereceram parto com a bagagem cheia do que sou e do que toda a gente que tive por perto me tornou...Mas tenho de admitir que desta vez parto com dificuldade e despedida afecta-me mais do que imaginei... será velhice?
Seja como fôr, tenho de dizer...
Estou feliz por te ter conhecido, mesmo que por um breve tempo...
Estou feliz por te ter reencontrado, depois de todo este tempo...
Estou feliz por nunca me teres largado, e esperado tanto tempo...
Estou feliz por te ter sempre por perto, e de ter tido tempo para te viver novamente, reconhecer-te na multidão e apertar os laços que nos unem e sempre unirão...
Estou feliz por me teres abraçado, beijado, tocado e sussurrado ao ouvido as palavras doces que precisava de ouvir...
Estou feliz por te ter feito sorrir, por me teres ouvido, por me teres enxugado as lágrimas que não consegui guardar...
Gosto de ti...e levo-te comigo para onde fôr...
sexta-feira, janeiro 22, 2010
Primeiros Adeus
E é assim...tanto que eu esperei pelo dia em que finalmente iria deixar o trabalho para trás e passar a contar com o tempo todo livre para poder fazer as mil e uma coisas que agora só tenho tempo de fazer a correr...e afinal...são neste momento 22h, e eu ainda estou no atelier...
...a fazer??
...simplesmente a inventar coisas para adiar o momento em que vou fechar aquela porta atrás de mim, depois de desligar o computador e as luzes e dizer pela última vez um "boa noite" ao atelier que faz neste momento 3 anos que me acolheu...
Juro que não pensei que fôsse sentir este vazio...e o pior é imaginar que se aproximam dois dias de fim-de-semana em que vou ter um lanche/jantar de despedida dos meus amigos de faculdade, um jantar de reencontro e despedida com uma colega antiga de trabalho e hoje à noite ainda uma última saída descontraída com amigos vários...tudo festa e diversão, e no entanto cheira-me tudo a melancolia...cheira-me tudo a despedida e eu nunca gostei de despedidas! Mesmo aquelas do "até já"!
...sinto que tenho o coração pequenino...que se fecha um capítulo que gostava de prolongar...e está-me a custar muito mais do que me custou quando saí da holanda, onde estive 2 anos, onde fiz amigos, mas de onde vim com a certeza de que voltava para os braços de pessoas que me faziam falta na altura...e agora parto feliz, sim, mas sem uma imagem de futuro que me guie para além da viagem, e isso, se por um lado é invejável e fantástico, por outro lança dúvidas e incertezas...
Tudo à minha frente é branco, as possibilidades são mais que muitas e a excitação está ao rubro, mas não contava mesmo nada com o peso desta despedida que se alojou no meu cérebro e no meu coração.
Quero muito aproveitar todos os segundos que conseguir dispensar, no meio da correria de tratar dos últimos pormenores, para estar com o maior número possível de pessoas e ao mesmo tempo só me apetece sair daqui e ir-me enfiar directamente em casa debaixo de uma manta, enrolada no sofá, deitar a cabeça nas almofadas e adormecer...preferia que fosse rápida e indolor esta fase, que quando abrisse os olhos já estivésse a caminho do aeroporto a lamentar não ter tido hipótese de me despedir, e no entanto sinto constantemente que não me quero deixar adormecer, quero ligar a todos, falar com todos, estar e fazer tudo o que ainda puder até ao último minuto...
...O Ser Humano é de facto complicado...e eu sou claramente um exemplo disso!!! Viva a liberdade de poder partir á aventura e ser feliz, e viva tudo o mais que essa liberdade nos faz à cabeça...Bem, se conseguir conservar a sanidade depois desta, posso sem dúvida acreditar que sou capaz de tudo!! :D
...a fazer??
...simplesmente a inventar coisas para adiar o momento em que vou fechar aquela porta atrás de mim, depois de desligar o computador e as luzes e dizer pela última vez um "boa noite" ao atelier que faz neste momento 3 anos que me acolheu...
Juro que não pensei que fôsse sentir este vazio...e o pior é imaginar que se aproximam dois dias de fim-de-semana em que vou ter um lanche/jantar de despedida dos meus amigos de faculdade, um jantar de reencontro e despedida com uma colega antiga de trabalho e hoje à noite ainda uma última saída descontraída com amigos vários...tudo festa e diversão, e no entanto cheira-me tudo a melancolia...cheira-me tudo a despedida e eu nunca gostei de despedidas! Mesmo aquelas do "até já"!
...sinto que tenho o coração pequenino...que se fecha um capítulo que gostava de prolongar...e está-me a custar muito mais do que me custou quando saí da holanda, onde estive 2 anos, onde fiz amigos, mas de onde vim com a certeza de que voltava para os braços de pessoas que me faziam falta na altura...e agora parto feliz, sim, mas sem uma imagem de futuro que me guie para além da viagem, e isso, se por um lado é invejável e fantástico, por outro lança dúvidas e incertezas...
Tudo à minha frente é branco, as possibilidades são mais que muitas e a excitação está ao rubro, mas não contava mesmo nada com o peso desta despedida que se alojou no meu cérebro e no meu coração.
Quero muito aproveitar todos os segundos que conseguir dispensar, no meio da correria de tratar dos últimos pormenores, para estar com o maior número possível de pessoas e ao mesmo tempo só me apetece sair daqui e ir-me enfiar directamente em casa debaixo de uma manta, enrolada no sofá, deitar a cabeça nas almofadas e adormecer...preferia que fosse rápida e indolor esta fase, que quando abrisse os olhos já estivésse a caminho do aeroporto a lamentar não ter tido hipótese de me despedir, e no entanto sinto constantemente que não me quero deixar adormecer, quero ligar a todos, falar com todos, estar e fazer tudo o que ainda puder até ao último minuto...
...O Ser Humano é de facto complicado...e eu sou claramente um exemplo disso!!! Viva a liberdade de poder partir á aventura e ser feliz, e viva tudo o mais que essa liberdade nos faz à cabeça...Bem, se conseguir conservar a sanidade depois desta, posso sem dúvida acreditar que sou capaz de tudo!! :D
quinta-feira, janeiro 21, 2010
TTTRRRRRiiiiiiiiiiiiMMMMMMMMMM
Estou na recta final e não me apetece fazer nada...
só descansar e não pensar nos dias que ainda tenho pela frente...
só imaginar que não tenho nada para fazer e ir andando ao sabor da maré e só fazer o que me apetece...
só aproveitar o sol que renasceu...
só ficar em casa a ouvir música...
só não pensar...
só ter os pensamentos parados...
...alguém me cala o despertador que tenho constantemente a tocar na cabeça?!?!
só descansar e não pensar nos dias que ainda tenho pela frente...
só imaginar que não tenho nada para fazer e ir andando ao sabor da maré e só fazer o que me apetece...
só aproveitar o sol que renasceu...
só ficar em casa a ouvir música...
só não pensar...
só ter os pensamentos parados...
...alguém me cala o despertador que tenho constantemente a tocar na cabeça?!?!
quarta-feira, janeiro 20, 2010
mudar de rota!
Por mais que lhe tenha já dito que não posso ir carregada e que o número de peças de roupa que posso levar é limitado, acabo sempre por me ver nas lojas, diante de mil e uma coisas que ela gostaria que eu comprásse, e vezes sem conta me vejo com a preocupação de não saber como lhe dizer que não levo por não querer, mas por achar um desperdício o investimento que quer fazer em mim se depois não posso levar comigo...
Sei perfeitamente que tem gosto em me comprar as coisas que já não tem prazer em comprar para si, mesmo que depois se esqueça e acabe por elogiar as coisas que trazemos sem se aperceber que foi ela mesma que nos deu...A idade não perdoa, e ela transformou-se num daqueles Seres que o tempo deixou marinar para trazer ao de cimo tudo o que de melhor e complicado têm as avós.
Moderníssima, a consultar a caixa de entrada das mensagens do telemóvel para onde a minha irmã garantiu ter enviado a resposta que esperava...é o meu orgulho...matriarca e terror da família! Adoro-a!
Sabe que não sei se volto tão cedo e preocupa-se em garantir que não me apercebo do medo que carrega consigo...e eu precupo-me em garantir que não lhe passo as preocupações que tenho cada vez mais...Faço contas ao dinheiro para ver se chega, analiso as possibilidades de modo a garantir que não vou ter de depender do dinheiro de ninguém para pagar a casa que deixo para trás...ou o vôo de regresso...ou deixar preocupações com as pessoas que ficam encarregues do que deixo para trás, ou o que quer que seja...e questiono-me mais uma vez..cada vez mais nos últimos dias...porquê que vou? Ultimamente cada vez tenho menos certezas daquilo que ainda à um mês atrás afirmava fazer sentido e ser a razão que me guiava e perante a qual me curvava sem hesitar.
Decorridos três longos e ao mesmo tempo rápidos anos consegui a proeza de virar o meu mundo ao contrário, e agora que encontro um qualquer tipo de estabilidade, de rotina, e que tenho aquilo a que posso chamar "Home" está na hora de me despedir de tudo e virar as costas em direcção a um desconhecido, ao recomeço, à reconstrução de tudo novamente. Procuro acreditar nos sons que sussurram que não haverá problema, pois tudo estará cá quando regressar, mas sei que nada permanecerá igual...os amigos vão mudar as rotinas que agora conheço, alguns irão casar, outros ter filhos, outros deixar de sair e outros mudar até de rumo e quem sabe já cá não estar quando eu regressar... a família seguirá o seu rumo, unir-se-à e tornará mais uma vez a não contar comigo...e o meu coração adocicado voltará a ser apenas uma máquina que garante a minha sobrevivência... as pessoas passarão a ser vozes que oiço ao longe...
Hoje senti mais uma vez que estou a chegar ao fim, e que vou ter de deixar tudo o que construí, e que a partir desse dia já não vou ver as mesmas caras, já não vou poder falar do mesmo modo com aqueles que hoje me escutam e que um dia quando regressar vou ter uma nova realidade, diferente daquela que deixo e que neste momento tenho muita, mas mesmo muita pena de largar em troca desse vazio cheio de aventuras e paisagens e desconhecido... se tivésse de tomar a decisão neste momento, acho que a tomava novamente, mas precisava de tempo para poder gozar um pouco mais da paz que aqui encontrei finalmente no fim deste ano que passou.
Sinto-me como um animal, que encontrou um abrigo e uma cama após um longo percurso de obstáculos, e que quando finalmente conseguiu fechar os olhos e se aninhou para descansar, o relógio que trazia ao pescoço soou um alarme, e o abrigo e a cama fofa onde finalmente poderia descansar tinham desaparecido, e ele dá por si de novo de pé, na estrada, com os olhos colados de sono e o corpo ainda cansado e sem energia para seguir...Sinto-me assim, de pé, a olhar para a estrada, e sem forças para dar os passos que ainda tenho de dar até poder descansar... e olho constantemente para trás a tentar perceber porquê que não posso simplesmente descansar...
Sei perfeitamente que tem gosto em me comprar as coisas que já não tem prazer em comprar para si, mesmo que depois se esqueça e acabe por elogiar as coisas que trazemos sem se aperceber que foi ela mesma que nos deu...A idade não perdoa, e ela transformou-se num daqueles Seres que o tempo deixou marinar para trazer ao de cimo tudo o que de melhor e complicado têm as avós.
Moderníssima, a consultar a caixa de entrada das mensagens do telemóvel para onde a minha irmã garantiu ter enviado a resposta que esperava...é o meu orgulho...matriarca e terror da família! Adoro-a!
Sabe que não sei se volto tão cedo e preocupa-se em garantir que não me apercebo do medo que carrega consigo...e eu precupo-me em garantir que não lhe passo as preocupações que tenho cada vez mais...Faço contas ao dinheiro para ver se chega, analiso as possibilidades de modo a garantir que não vou ter de depender do dinheiro de ninguém para pagar a casa que deixo para trás...ou o vôo de regresso...ou deixar preocupações com as pessoas que ficam encarregues do que deixo para trás, ou o que quer que seja...e questiono-me mais uma vez..cada vez mais nos últimos dias...porquê que vou? Ultimamente cada vez tenho menos certezas daquilo que ainda à um mês atrás afirmava fazer sentido e ser a razão que me guiava e perante a qual me curvava sem hesitar.
Decorridos três longos e ao mesmo tempo rápidos anos consegui a proeza de virar o meu mundo ao contrário, e agora que encontro um qualquer tipo de estabilidade, de rotina, e que tenho aquilo a que posso chamar "Home" está na hora de me despedir de tudo e virar as costas em direcção a um desconhecido, ao recomeço, à reconstrução de tudo novamente. Procuro acreditar nos sons que sussurram que não haverá problema, pois tudo estará cá quando regressar, mas sei que nada permanecerá igual...os amigos vão mudar as rotinas que agora conheço, alguns irão casar, outros ter filhos, outros deixar de sair e outros mudar até de rumo e quem sabe já cá não estar quando eu regressar... a família seguirá o seu rumo, unir-se-à e tornará mais uma vez a não contar comigo...e o meu coração adocicado voltará a ser apenas uma máquina que garante a minha sobrevivência... as pessoas passarão a ser vozes que oiço ao longe...
Hoje senti mais uma vez que estou a chegar ao fim, e que vou ter de deixar tudo o que construí, e que a partir desse dia já não vou ver as mesmas caras, já não vou poder falar do mesmo modo com aqueles que hoje me escutam e que um dia quando regressar vou ter uma nova realidade, diferente daquela que deixo e que neste momento tenho muita, mas mesmo muita pena de largar em troca desse vazio cheio de aventuras e paisagens e desconhecido... se tivésse de tomar a decisão neste momento, acho que a tomava novamente, mas precisava de tempo para poder gozar um pouco mais da paz que aqui encontrei finalmente no fim deste ano que passou.
Sinto-me como um animal, que encontrou um abrigo e uma cama após um longo percurso de obstáculos, e que quando finalmente conseguiu fechar os olhos e se aninhou para descansar, o relógio que trazia ao pescoço soou um alarme, e o abrigo e a cama fofa onde finalmente poderia descansar tinham desaparecido, e ele dá por si de novo de pé, na estrada, com os olhos colados de sono e o corpo ainda cansado e sem energia para seguir...Sinto-me assim, de pé, a olhar para a estrada, e sem forças para dar os passos que ainda tenho de dar até poder descansar... e olho constantemente para trás a tentar perceber porquê que não posso simplesmente descansar...
terça-feira, janeiro 19, 2010
quinta-feira, janeiro 14, 2010
If today was your last day...
My best friend gave me the best advice
He said each day's a gift and not a given right
Leave no stone unturned, leave your fears behind
And try to take the path less traveled by
That first step you take is the longest stride
Against the grain should be a way of life
What's worth the prize is always worth the fight
Every second counts 'cause there's no second try
So live like you'll never live it twice
Don't take the free ride in your own life
If today was your last day
Would you make your mark by mending a broken heart?
You know it's never too late to shoot for the stars
Regardless of who you are
So do whatever it takes
'Cause you can't rewind a moment in this life
Let nothin' stand in your way
Cause the hands of time are never on your side
If today was your last day
And tomorrow was too late
Could you say goodbye to yesterday?
Would you live each moment like your last?
Leave old pictures in the past
Donate every dime you have?
Would you call old friends you never see?
Reminisce old memories
Would you forgive your enemies?
Would you find that one you're dreamin' of?
Swear up and down to God above
That you finally fall in love
If today was your last day
e como disse a sábia tartaruga do kung Fu Panda:
Yesterday is history,
Tomorrow a mistery,
today is a gift...enjoy it well!!
He said each day's a gift and not a given right
Leave no stone unturned, leave your fears behind
And try to take the path less traveled by
That first step you take is the longest stride
Against the grain should be a way of life
What's worth the prize is always worth the fight
Every second counts 'cause there's no second try
So live like you'll never live it twice
Don't take the free ride in your own life
If today was your last day
Would you make your mark by mending a broken heart?
You know it's never too late to shoot for the stars
Regardless of who you are
So do whatever it takes
'Cause you can't rewind a moment in this life
Let nothin' stand in your way
Cause the hands of time are never on your side
If today was your last day
And tomorrow was too late
Could you say goodbye to yesterday?
Would you live each moment like your last?
Leave old pictures in the past
Donate every dime you have?
Would you call old friends you never see?
Reminisce old memories
Would you forgive your enemies?
Would you find that one you're dreamin' of?
Swear up and down to God above
That you finally fall in love
If today was your last day
e como disse a sábia tartaruga do kung Fu Panda:
Yesterday is history,
Tomorrow a mistery,
today is a gift...enjoy it well!!
quarta-feira, janeiro 13, 2010
vivam os roubos!!
Faz amanhã uma semana que não tenho tempo nem para pensar em escrever no blog...vou guardando para mim os mil pensamentos e sensações que o dia vai trazendo à minha mente e vou guardando no saco da memória...quando finalmente o despejar até vou ter ficar tonta com a quantidade de informação retida!
De uma coisa me lembro e tenho sempre vontade de falar, do que sinto e vivo neste momento. Mas como mais uma vez o tempo escorre por entre os meus dedos, deixo apenas uma cópia de um pensamento roubado de um outro blog... enjoy
1.12.2010
coisas que fascinam (93)
Há uns dias, em conversa com uns amigos, discutia-se a distância que pode haver entre a capacidade de amar alguém e a vontade de envelhecer com esse alguém. É que às vezes há de facto uma distância entre ambos os estados.
Uma amiga minha apagou uma vela com a ponta dos dedos e, tal como esse fogo, também as suas palavras se esfumaram num sorriso que me pareceu triste: "já amei alguns homens a sério mas nunca quis envelhecer com nenhum".
Não gosto muito, numa primeira análise, da ideia de envelhecer com alguém, principalmente porque me parece que a ela está associado um certo divórcio da vida. Melhor dizendo, dos outros. De todos os outros. Mas não é assim. Pelo menos não tem que ser assim.
Actualmente estou a passar a fase profissional mais complicada de sempre na minha vida, não me apetece nem posso explicar aqui porquê. Sei no entanto que estou a fazer os possíveis para me manter à tona da felicidade e dar a volta a isto. No entanto hoje senti-me a afundar lentamente e ao princípio da noite decidi andar um pouco à deriva numa cidade que não é a minha, entre alguns ombros embrutecidos e a indiferença dos outros. De todos os outros.
Foi num bar de esquina qualquer que, guiado por curtas mensagens de telemóvel, me acabei por encontrar com a minha companheira. Bebemos duas cervejas e comemos uns pratos de polvo com molho verde. Agora não sei bem explicar mas estou bem disposto. Gostava de envelhecer com ela... se puder ser. Entre todos os outros.
By: Bagaço amarelo
De uma coisa me lembro e tenho sempre vontade de falar, do que sinto e vivo neste momento. Mas como mais uma vez o tempo escorre por entre os meus dedos, deixo apenas uma cópia de um pensamento roubado de um outro blog... enjoy
1.12.2010
coisas que fascinam (93)
Há uns dias, em conversa com uns amigos, discutia-se a distância que pode haver entre a capacidade de amar alguém e a vontade de envelhecer com esse alguém. É que às vezes há de facto uma distância entre ambos os estados.
Uma amiga minha apagou uma vela com a ponta dos dedos e, tal como esse fogo, também as suas palavras se esfumaram num sorriso que me pareceu triste: "já amei alguns homens a sério mas nunca quis envelhecer com nenhum".
Não gosto muito, numa primeira análise, da ideia de envelhecer com alguém, principalmente porque me parece que a ela está associado um certo divórcio da vida. Melhor dizendo, dos outros. De todos os outros. Mas não é assim. Pelo menos não tem que ser assim.
Actualmente estou a passar a fase profissional mais complicada de sempre na minha vida, não me apetece nem posso explicar aqui porquê. Sei no entanto que estou a fazer os possíveis para me manter à tona da felicidade e dar a volta a isto. No entanto hoje senti-me a afundar lentamente e ao princípio da noite decidi andar um pouco à deriva numa cidade que não é a minha, entre alguns ombros embrutecidos e a indiferença dos outros. De todos os outros.
Foi num bar de esquina qualquer que, guiado por curtas mensagens de telemóvel, me acabei por encontrar com a minha companheira. Bebemos duas cervejas e comemos uns pratos de polvo com molho verde. Agora não sei bem explicar mas estou bem disposto. Gostava de envelhecer com ela... se puder ser. Entre todos os outros.
By: Bagaço amarelo
quinta-feira, janeiro 07, 2010
momentos...
Entre vacinas, sinais, telemóvel, bancos e Decathlon...estes têm sido dias muito preenchidos!!
A apenas cerca de 25 dias de distância, parto para outro continente, para outra realidade...e por muito que isso me pareça uma opção acertada e à tanto esperada, não há como evitar ansiedades. Os desejos de ter mais tempo para usufruir do que tenho por cá assaltam-me cada vez com mais regularidade. De repente tudo passou e cheguei ao ponto em que me tenho mesmo de me começar a despedir, a marcar os últimos encontros, a apontar as coisas que não me posso mesmo esquecer de fazer, de tratar, de lembrar...
Os dias correm e quando damos por ela nem tempo tivémos de olhar para nós, ou de parar um bocadinho! Felizmente que o Ser Humano tem a capacidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo e mesmo com o corpo ocupado, e a mente cheia, consegue-se sempre fugir para aqueles cantos remotos da memória e ir buscar um daqueles pensamentos ou momentos passados que do nada nos põem um sorriso no rosto!.. e ás vezes é tão ridículo estar a andar na rua ou estar numa sala de espera e simplesmente começar a sorrir... rídículo, mas ao mesmo tempo tão lindo!
Tomara poder, todos os dias, ter um deste momentos que nos apanha desprevenidos e nos aproxima de quem nos faz sorrir.
...E eu não me posso queixar! Tem sido um início de ano intenso, cheio de coisas, umas mais complicadas e chatas que outras, mas no total, com um saldo muito positivo!
Faz-me sentir feliz...e na verdade mais do que sentir, acho mesmo que estou feliz!
E só por isso, aqui vai uma música que embora melancólica, me recorda sempre uma história de amor...e eu, lamechas como sou quando estou contente lembro-me sempre destas histórias de amor...vá-se lá explicar!!!!
A apenas cerca de 25 dias de distância, parto para outro continente, para outra realidade...e por muito que isso me pareça uma opção acertada e à tanto esperada, não há como evitar ansiedades. Os desejos de ter mais tempo para usufruir do que tenho por cá assaltam-me cada vez com mais regularidade. De repente tudo passou e cheguei ao ponto em que me tenho mesmo de me começar a despedir, a marcar os últimos encontros, a apontar as coisas que não me posso mesmo esquecer de fazer, de tratar, de lembrar...
Os dias correm e quando damos por ela nem tempo tivémos de olhar para nós, ou de parar um bocadinho! Felizmente que o Ser Humano tem a capacidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo e mesmo com o corpo ocupado, e a mente cheia, consegue-se sempre fugir para aqueles cantos remotos da memória e ir buscar um daqueles pensamentos ou momentos passados que do nada nos põem um sorriso no rosto!.. e ás vezes é tão ridículo estar a andar na rua ou estar numa sala de espera e simplesmente começar a sorrir... rídículo, mas ao mesmo tempo tão lindo!
Tomara poder, todos os dias, ter um deste momentos que nos apanha desprevenidos e nos aproxima de quem nos faz sorrir.
...E eu não me posso queixar! Tem sido um início de ano intenso, cheio de coisas, umas mais complicadas e chatas que outras, mas no total, com um saldo muito positivo!
Faz-me sentir feliz...e na verdade mais do que sentir, acho mesmo que estou feliz!
E só por isso, aqui vai uma música que embora melancólica, me recorda sempre uma história de amor...e eu, lamechas como sou quando estou contente lembro-me sempre destas histórias de amor...vá-se lá explicar!!!!
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Julie and Julia
(Ouvir a música enquanto se lê)
Curioso foi dar comigo a rir-me ás gargalhadas com alguns gestos da personagem da Merryl Strip...e encantar-me com a relação que a cozinheira Julia e o seu marido tinham...
O apoio que ele lhe dava...ela seguia-o, desistiu de tudo para estar com ele e ele reconhecia isso e demonstrava que gostava dela apoiando-a na sua aventura culinária, sempre com muita doçura...e isso é tudo tão importante. É bonito ver duas pessoas que se tratam bem, que se cuidam e mimam...e que o demonstram...porque ás vezes são os gestos pequenos, como um pequeno almoço feito para satisfazer os desejos de quem se quer mimar levado à cama, pode ser tão fácil de realizar, e tão bom de saborear...
O que me faz vir aqui escrever a estas horas (01h00), quando já deveria estar no quarto, a pôr os lençóis lavados na cama desfeita ou a lavar a loiça que acumulei no lava-loiças, foi o facto de ter sentido a mesma satisfação que elas tiveram ao cozinhar e de reconhecer o valor que tem o tempo passado na confecção destes pequenos prazeres.
Adoro cozinhar, adoro ter para quem cozinhar...cheguei a casa e por entre sacos de compras para arrumar, roupa para tentar salvar do estendal onde ficou à chuva, e o caos em que se encontra a minha casa, a primeira coisa em que pensei foi em fazer uma sopa de caldo verde inventado, e pelo meio umas beringelas recheadas com soja para o almoço de amanhã, por entre as fatias de pão saloio cobertas com manteiga de alho, fiambre fumado e queijo gouda salpicado de ervas no forno que preparei para o jantar hoje...
...a minha delícia é cozinhar e imagino sempre, enquanto preparo estas minhas magias inventadas, mas que desde sempre se fizeram, que alguém o vai saborear...que não sou apenas eu e que no final vou partilhar estes sabores que vou inventando com a pessoa que está no meu pensamento e para quem dirijo todos aqueles aromas. Mesmo quando acabo por comer sozinha, penso sempre "huuummm, terias adorado..."
Penso em várias pessoas para quem o gostaria de fazer...mas reconheço que o prazer de cozinhar para alguém de quem se gosta, que nos trata bem, que nos ama e apoia incondicionalmente...o nosso companheiro...tem sempre outro sabor.
Foi um filme bonito, que adiciona de forma mais terra-a-terra o que o filme "Chocolate" nos mostra de forma mais mágica...amor e cozinha...dois temas interligados desde sempre...dois temas que adoro...dois temperos imprescindíveis à receita da vida que vou elaborando com uns toques de descoberta para dar sabor! ;D
...bem...e posto isto vou comer uma sopinha e fazer a cama...Bon apetit!
Curioso foi dar comigo a rir-me ás gargalhadas com alguns gestos da personagem da Merryl Strip...e encantar-me com a relação que a cozinheira Julia e o seu marido tinham...
O apoio que ele lhe dava...ela seguia-o, desistiu de tudo para estar com ele e ele reconhecia isso e demonstrava que gostava dela apoiando-a na sua aventura culinária, sempre com muita doçura...e isso é tudo tão importante. É bonito ver duas pessoas que se tratam bem, que se cuidam e mimam...e que o demonstram...porque ás vezes são os gestos pequenos, como um pequeno almoço feito para satisfazer os desejos de quem se quer mimar levado à cama, pode ser tão fácil de realizar, e tão bom de saborear...
O que me faz vir aqui escrever a estas horas (01h00), quando já deveria estar no quarto, a pôr os lençóis lavados na cama desfeita ou a lavar a loiça que acumulei no lava-loiças, foi o facto de ter sentido a mesma satisfação que elas tiveram ao cozinhar e de reconhecer o valor que tem o tempo passado na confecção destes pequenos prazeres.
Adoro cozinhar, adoro ter para quem cozinhar...cheguei a casa e por entre sacos de compras para arrumar, roupa para tentar salvar do estendal onde ficou à chuva, e o caos em que se encontra a minha casa, a primeira coisa em que pensei foi em fazer uma sopa de caldo verde inventado, e pelo meio umas beringelas recheadas com soja para o almoço de amanhã, por entre as fatias de pão saloio cobertas com manteiga de alho, fiambre fumado e queijo gouda salpicado de ervas no forno que preparei para o jantar hoje...
...a minha delícia é cozinhar e imagino sempre, enquanto preparo estas minhas magias inventadas, mas que desde sempre se fizeram, que alguém o vai saborear...que não sou apenas eu e que no final vou partilhar estes sabores que vou inventando com a pessoa que está no meu pensamento e para quem dirijo todos aqueles aromas. Mesmo quando acabo por comer sozinha, penso sempre "huuummm, terias adorado..."
Penso em várias pessoas para quem o gostaria de fazer...mas reconheço que o prazer de cozinhar para alguém de quem se gosta, que nos trata bem, que nos ama e apoia incondicionalmente...o nosso companheiro...tem sempre outro sabor.
Foi um filme bonito, que adiciona de forma mais terra-a-terra o que o filme "Chocolate" nos mostra de forma mais mágica...amor e cozinha...dois temas interligados desde sempre...dois temas que adoro...dois temperos imprescindíveis à receita da vida que vou elaborando com uns toques de descoberta para dar sabor! ;D
...bem...e posto isto vou comer uma sopinha e fazer a cama...Bon apetit!
quinta-feira, dezembro 31, 2009
A andorinha e o cebolinho
Ela tinha destas coisas...andorinha negra e luzidia, sempre gostou de voar e razar os campos em busca de aventuras.
Um dia passou perto de um campo de cebolas frescas e verdejantes...nunca gostou de cebolas, e no entanto naquele dia ali estava ver que novidades havia.
Nada de novo encontrou até ao momento em que resolveu pousar numa pedra e sacudir as penas. Naturalmente começou a cantar pelo prazer de se sentir livre dos pequenos pós que se lhe tinham acumulado nas penas e que carregou consigo durante uns tempos. Aquela limpeza deixou-a mais leve.
A leveza era tanta que sentiu vontade de libertar a alma e cantou...Quando se virou deu com uns olhos verdes muito abertos que a observavam sem se mover. Aproximou-se...o cebolinho ali estava, onde sempre esteve, agarrado à terra, emando o seu aroma e indagando que ave seria aquela que apenas vira ao longe voando no céu. Já tinha visto aves migratórias, a sua inconstância e permanente vontade de seguir voando para paises que nunca tinha visto davam-lhe alguma curiosidade. Invejava-lhes a liberdade e no entanto nunca a tinha desejado verdadeiramente. Sentia-se feliz consigo, com a sua realidade, sempre estável e era agradecido à terra que o acolhia e lhe permitia usufruir daquele cantinho. Houve tempos em que se tinha deixado encantar por uma cegonha, mais do que qualquer Ser da terra se deveria deixar encantar por Seres do ar e no entanto assim tinha sido!
A andorinha olhou-o com curiosidade, o seu verde era quase fluorescente, o seu aroma enebriante, e embora não fôsse bonito, viu nele um brilho que não via nas cebolas que tinha sobrevoado...era uma cebola pequena, e no entanto tão esguia e altiva.
Os olhos do cebolinho não se desviaram e a andorinha sentiu necessidade de se aproximar...roçou-lhe as folhas com a pequena cabeça e pescoço...fechou os olhos e sentiu o aroma, rodou em volta dele sem saber muito bem porque o fazia, mas quanto mais o fazia mais vontade tinha de continuar. Fechou os olhos e acreditou que voava com ele, todo o percurso que tinha feito até áquele sacudir de penas fizeram de repente sentido e deu por si entregue ao canto que lhe saía da alma.
Por momentos tudo fez sentido, até que abriu os olhos e viu que o cebolinho não se tinha mexido. Pensou que só ela tinha acreditado que aquele momento perfeito fazia sentido. E como o cebolinho permaneceu calado, apenas observando, a andorinha baixou os olhos, sacudiu as asas e voou...
Um dia passou perto de um campo de cebolas frescas e verdejantes...nunca gostou de cebolas, e no entanto naquele dia ali estava ver que novidades havia.
Nada de novo encontrou até ao momento em que resolveu pousar numa pedra e sacudir as penas. Naturalmente começou a cantar pelo prazer de se sentir livre dos pequenos pós que se lhe tinham acumulado nas penas e que carregou consigo durante uns tempos. Aquela limpeza deixou-a mais leve.
A leveza era tanta que sentiu vontade de libertar a alma e cantou...Quando se virou deu com uns olhos verdes muito abertos que a observavam sem se mover. Aproximou-se...o cebolinho ali estava, onde sempre esteve, agarrado à terra, emando o seu aroma e indagando que ave seria aquela que apenas vira ao longe voando no céu. Já tinha visto aves migratórias, a sua inconstância e permanente vontade de seguir voando para paises que nunca tinha visto davam-lhe alguma curiosidade. Invejava-lhes a liberdade e no entanto nunca a tinha desejado verdadeiramente. Sentia-se feliz consigo, com a sua realidade, sempre estável e era agradecido à terra que o acolhia e lhe permitia usufruir daquele cantinho. Houve tempos em que se tinha deixado encantar por uma cegonha, mais do que qualquer Ser da terra se deveria deixar encantar por Seres do ar e no entanto assim tinha sido!
A andorinha olhou-o com curiosidade, o seu verde era quase fluorescente, o seu aroma enebriante, e embora não fôsse bonito, viu nele um brilho que não via nas cebolas que tinha sobrevoado...era uma cebola pequena, e no entanto tão esguia e altiva.
Os olhos do cebolinho não se desviaram e a andorinha sentiu necessidade de se aproximar...roçou-lhe as folhas com a pequena cabeça e pescoço...fechou os olhos e sentiu o aroma, rodou em volta dele sem saber muito bem porque o fazia, mas quanto mais o fazia mais vontade tinha de continuar. Fechou os olhos e acreditou que voava com ele, todo o percurso que tinha feito até áquele sacudir de penas fizeram de repente sentido e deu por si entregue ao canto que lhe saía da alma.
Por momentos tudo fez sentido, até que abriu os olhos e viu que o cebolinho não se tinha mexido. Pensou que só ela tinha acreditado que aquele momento perfeito fazia sentido. E como o cebolinho permaneceu calado, apenas observando, a andorinha baixou os olhos, sacudiu as asas e voou...
just a little bit...
You can't see my heart beating
You can't see it through my chest
And I’m terrified but I’m not leaving
Know that I must must pass this test
So just pull the trigger...
não é pela música...é só por este pequeno trecho..ás vezes é mesmo assim que tem de ser!
You can't see it through my chest
And I’m terrified but I’m not leaving
Know that I must must pass this test
So just pull the trigger...
não é pela música...é só por este pequeno trecho..ás vezes é mesmo assim que tem de ser!
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