sexta-feira, outubro 29, 2010

Até as borboletas säo venenosas...

Descobri isto há dias...existe uma espécie de borboleta que muito suavemente te espeta o seu veneno e lentamente se vai embora deixando a vitima a agoniar de dor...

Poderia fazer muitas analogias com esta historia...mas perdi-me no meio da quantidade de pensamentos que isto me trouxe...ainda me sinto a flutuar entre os espíritos que me acompanharam nesta ultima noite...estou em branco...o veneno está a fazer efeito e tudo se mistura...

quarta-feira, outubro 13, 2010

Passarinho no carrinho!!

Mais uma moedinha, mais uma voltinha...
Criança näo paga mas também näo anda...

Buuuum...mais um choque do carrinho e mais um salto no banquinho!!

Gosto dos carrinhos de choque...estou sempre a pôr mais uma moedinha e a recomeçar... E estranhamente parece-me sempre que já dei voltas suficientes para conhecer o processo e näo me assustar com os embates das viagens...mas sou sempre apanhada de surpresa!!

Quem foi que me pôs no corpo uma alma de condor e um coraçäo de passarinho?

quinta-feira, setembro 30, 2010

Há dias em que o silêncio percorre o meu pensamento de forma pesada.
É nestes dias que se arrastam imagens de variadas coisas, todas elas em silêncio, e com a serenidade de fotos tiradas há anos, que me dá para a saudade.
É nestes dias de silêncio que me sinto triste, vazia e com tanta coisa que ficou por dizer a flutuar por entre as imagens pesadas que passam na minha mente.
É fácil cairmos nas saudades de nós mesmos e das pessoas que nos rodeiam... é fácil dar por mim perdida em mim mesma, nos meus pensamentos, memórias e tudo o mais que fiz e não fiz, que gostava de dizer e não disse, que gostava de dar e não dei... e a parte do dar é sempre a pior...
Saber dar não é fácil, mas saber receber também é uma ciência. Hoje as minhas memórias e o meu silêncio vagueiam por pessoas a quem tive vontade de me dar e a quem no final não fiz, ou a quem fiz e que não souberam tirar o devido proveito da minha tão generosa oferta! Digo generosa porque considero que de tudo o que se pode dar, nós somos o melhor presente...estar disponível e disposta a estar com alguém ou a partilhar da sua vida, das suas dores e alegrias é, quanto a mim a mais generosa oferta que qualquer pessoa pode dar. É a isto que eu chamo amizade, mas também amor. Mas é preciso saber fazê-lo.
Obviamente que tem de existir um equilibrio entre o que um tem para dar e o que o outro quer receber, e se um quer receber pouco porque acha que tb não tem muito para dar não há maneira de o forçar a receber tudo o temos disponível...
Não se pode obrigar alguém a ser nosso amigo só porque nós achamos que podemos ser o seu melhor amigo...tal como não se pode forçar ninguém a receber-nos como nós achamos que deveria ser, ou como nós gostaríamos, e esse é para mim o maior desiquilibrio da natureza!
Temos de procurar e procurar até encontrar as pessoas que estejam dispostas a receber tudo o que temos para elas e mesmo assim isso pode correr mal.
Ás vezes lançamos o que temos de melhor para o ar há espera que alguém agarre, que note, que dê o valor e não nos aceite apenas porque sim...
Hoje as imagens do meu silêncio mostraram-me o que de melhor os outros me deram, e que eu acabei por não poder ou saber retribuir, mas mostraram-me também o que de melhor eu dei, ou quis dar de mim, e que não foi aceite...

sexta-feira, setembro 17, 2010

Bonsai

Ás vezes sinto-me assim, pequenina como uma bonsai.

Os ramos cortados a cada tentativa que faço. Moldados às mãos dos outros que acreditam que a forma que tenho por natureza não é a mais bonita ou a que mais lhes apraz, e assim, a cada tentativa que tenho de mostrar aquilo que realmente quero, gosto, ou me apetece, sinto a tesoura cortar e deixo cair por terras a minha vontade para ceder perante a vontade do outro.

E não é que o faça contra vontade, ou que me sinta presa a essas mãos que me moldam, é mesmo porque sei que se assim não for não estarei de acordo, não me olharão com a mesma ternura, deixarei de caber dentro do espaço exíguo que têm reservado para o meu pequeno vaso…

Às vezes sinto que tenho de me manter assim, pequenina…dentro dos limites previstos para a pequena árvore que é suposto eu ser…não interessa se tenho sangue de frondosa laranjeira ou generoso castanheiro…até poderia querer ser um pinheiro bravo e atirar pinhas por todos os lados…mas não…às vezes há que ser simplesmente a bonsai que os outros talham á sua medida e que se esquece de que o céu deveria ser sempre o seu limite…

quarta-feira, setembro 08, 2010

O enrolar das correntes

Ás vezes os dias correm e as noites voam e nós nem damos por isso...

Até ao dia em que o correr dos dias e o vôo das noites nos deixa com um nó na garganta...

O nó...
Aquele nó que não conseguimos desatar, aquele nó que já sentimos antes e que traz com ele ameaças de chuva, tormenta e tempestade...
Aquele nó que sabemos que traz com ele o peso que até agora não queríamos sentir...

Hoje foi evidente! O nó não escapou sem que o sentisse!
Tudo me fez borbulhar, tudo me fez retornar no tempo, tudo me fez sentir o que não queria sentir, e foi impossível escapar ao rebentar da corrente que já sabia que viria, mas que adiei por saber que mesmo estando à sua espera, preferia atirar-me de cabeça na onda que me puxou e me enrolou.
Queria afundar-me no fundo do mar, queria sentir o fresco das ondas, a vibração das correntes que vêm de outros mundos e que me arrastavam.
Queria sentir o perfume das flores, por muito intoxicantes que fossem.
Queria inundar-me nesse mundo que por uns tempos não tive, apesar de saber que seria uma ilusão e que o que queria ver na verdade não existia. E fui avisada...sim, sei que o fui, sei que tinham razão, sei que preferi tapar os ouvidos e olhar o céu com olhos de quem só vê estrelas cadentes e cheias de desejos.

Sabia...sim é verdade que sabia com a consciência de quem sabe que o ananás vai amargar naquele cantinho escondido da língua que nunca nos lembramos que está lá até ao momento em que o ácido escondido no doce se revela...

E hoje senti...senti finalmente esse arrepio e mais uma vez socumbi à consciência de quem é obrigado a ver a realidade do que escolheu por deliberada vontade...enrolada nas ondas do destino e das vontades deixei-me levar de olhos fechados, e hoje não pude deixar de os abrir e de admitir que não é suficiente.

Sei que não era o que procurava, mas deixei que a suavidade me acalmásse a pele ardente de vontade e a boca sedenta de saudade...

Deixei, e hoje colho os frutos da minha saudade calada, hoje senti de novo o nó e hoje vou ter de admitir que não é suficiente, nunca o foi, mas sei que o escolhi assim...
Amanhã aqui estarei para sentir a lingua picar de novo...
Amanhã aqui estarei mais uma vez para me enrolar nas ondas e deixar que o corpo aceite a corrente...
Amanhã vou ver se desatei o nó ou se continuo a achar que é insuficiente...

terça-feira, agosto 17, 2010

O saco inchado

Há pessoas que transportam uma carga com elas, como se fôsse um saco que transportam às costas... Na verdade, acho que todos nós o transportamos.

Uns com sacos maiores, outros mais pequenos, mais vazios, mirrados...Mas há aqueles que têm sacos enormes, uns pesados, outros leves mas inchados, e outros, como o da minha amiga, é enorme, de tal maneira que o seu peso se faz sentir nos outros, e todos são afectados por ele...Não é uma carga má, pelo contrário, está cheio de energia positiva, tanta, tanta, que transborda, e de tal maneira que cai no saco dos outros, enchendo-o também um pouco...e isso não deixa de ser lindo...

Eu gosto da carga dela, tráz-me alegria, mas ao mesmo tempo é tanta que me impede de sentir, de ter vontade de transmitir ou até de interagir...fico só a escutar...e é bom escutar, porque é tudo lindo...mas isso faz-me esquecer a beleza que eu também transporto na minha carga, faz-me querer fechar o meu saco para que as histórias dela não se misturem com as minhas, para conservar o que fui recolhendo do mundo...e até já me apercebi que a força de tudo o que ela transporta abafa o som que as minhas palavras possam produzir, torna-as apenas mais umas iguais a tantas outras silenciosas ao seu redor...

...Eu até quero partilhar o que ele trás, quero que o vejam, mas não o consigo fazer se o peso do saco dela fechar a abertura do meu...

quinta-feira, agosto 05, 2010

Jantarada

Quando cheguei já ela ia a meio da garrafa de vinho tinto que tinha comprado no pingo doce...
- Caramba, já vais assim?
- Epá não digas nada...hoje é dia de festa..
- De festa? Então e o que festejamos nós?
- A morte do artista!
- Realmente ai está um bom motivo para festejar... e é só com vinho que se festeja nesta casa?
- Não..ia-te fazer um souflé, mas não tenho farinha...ás vezes o problema de falta de ingredientes pode ser um grande impedimento para uma receita perfeita!
- E porquê que não me pediste?
- Tentei...mas sabes quando ligas e chegas à conclusão, antes mesmo do outro atender, que não vale a pena?
- Sim, já me aconteceu, mas acho que vale sempre a pena tentar, afinal, não sabes se a outra pesso ainda te pode conseguir ajudar...
- É verdade...mas achei que não valia a pena...preferi seguir a festa com o que tinha e tentar fazer disso o nosso petisco!! Não ficará fantástico, na verdade nem te sei dizer se estará bom, pois não experimentei...
- Não te preocupes, como dizem, o que vale é a intenção!!
- Humm...não sei se me convences...isso é tudo muito giro em teoria, mas na verdade as coisas não funcionam assim...
- Epá não digas isso...mesmo que eu achásse que o souflé seria mil vezes melhor do que o que preparaste eu vou sempre ficar contente com o que conseguiste fazer só para me receber aqui!
- Ya, mas sabes quando sabes que podias ter algo melhor, que podias fazer algo melhor e no final apenas tens algo igual ao que te oferecem todas as outras pessoas?
- Sim, é verdade, tudo o que é demais enjoa, mas por outro lado o que é dado de bom grado...bolas, tem muito valor!!...é como quando alguém só diz a verdade...sabes quando ás vezes uma mentira simpática sabe bem ouvir, mas tu na verdade preferias era a verdade apesar de doer?
- Humm...sei onde queres chegar, mas sabes, tenho a sensação de que a verdade faz doer tanto como a descoberta dessa mentira piedosa, mas como é a verdade toda a gente acha que é melhor, mesmo que doa...a minha pergunta é: Será que eu prefiro sentir a dor todas as vezes que oiço a verdade, e que sei que não estou a ser enganada e agradeço por isso e aceito a dor que sinto todas as vezes que oiço a verdade ou preferirei eu ser enganda com mentiras piedosas até ao momento em que de uma vez só sei que tudo era mentira e que a realidade é outra? Não sei se prefiro saber a verdade todos os dias, em todos os momentos, se sabê-la toda de uma vez, no dia em que fizer sentido sabê-la!
- Epá...mas isso vai fazer com que um dia aches que viveste sempre uma ilusão...eu cá prefiro a verdade...custa, mas pelo menos sabes sempre com o que contas, não te iludes, não te magoas...
- Como não te magoas!?!? Magoas-te à mesma, mas aos bocadinhos, até ao dia em que te cansas ou em que aceitas e vives sempre com aquela amargura de que não tiveste nem um momento de ilusão na tua vida, em que não tiveste um dia em que tenhas sentido que tiveste a realidade que querias, mesmo que um dia venhas a saber que não foi verdade...até porque, se pensares bem, as pessoas têm sempre dificuldade em aceitar a realidade...se um dia me dissésses que tudo não tinha passado de uma mentira piedosa eu iria sempre achar que no fundo, no fundo algo de verdade aquela mentira devia ter, nem que fôsse pelo facto de me teres poupado por gostares um bocadinho que fôsse de mim...
- Sim, mas por gostar de ti é que te digo a verdade todo o tempo, mesmo que doa...
- Preferes ver a minhas lágrimas de desgosto dia-a-dia do que apenas uma vez uma tempestade de choro e dor...
-Sim...prefiro, porque as tuas lágrimas um dia irão secar, ou então tu vais perceber o que queres...se é ficar com esta verdade ou ir à tua vida...
- Isso é verdade...na ilusão acharás sempre que estás bem e não tens de mudar...
- Ora pois!!
- Humm...bem, então se calhar o melhor é não te iludir e avisar desde já que o jantar não é nada de especial...
- Na boa...de qualquer maneira acabaria por descobrir...

La estraña pareja

Eran conocidos en las calles del barrio,
conocidos en todos los bares y tabernas.
Él tan serio, tan alto, tan pálido y delgado,
ella morena y frágil, tan graciosa y pequeña.
Él rondaba, más o menos, los cincuenta,
y ella debía tener no más de veinticuatro.
Él daba clases, creo, en alguna academia,
y ella estudiaba, creo, un curso de italiano.
Bebían y se amaban, o eso parecía,
discutían a veces, a veces sonreían,
se besaban y odiaban, pero nadie es perfecto,
el amor es difícil y extraño en estos tiempos.


La noche debilita los corazones,
noches de funeral, de vino y rosas.
Brindemos por el amor y sus fracasos,
quizás podamos escoger nuestra derrota.
El sol limpia las calles, la memoria,
feroces pasiones atenúa.
Invéntate el final de cada historia,
que el amor es eterno mientras dura.


Él entró una noche en el bar de costumbre,
iba vestido todo de riguroso luto,
venía borracho y solo, traía el gesto serio,
y en las manos una corona de difuntos.
Ella le había dejado, nos explicó sereno,
y había decidido considerarla muerta,
y brindar por su olvido y su descanso eterno,
y celebrar su entierro de taberna en taberna.
Así que allá nos fuimos, y para qué contaros:
vasos, vinos y risas, alguna vomitona,
abrazos de amistad, eterna aquella noche.
Requiescat y brindemos por ella y su memoria.

La noche debilita los corazones,
noches de funeral, de vino y rosas.
Brindemos por el amor y sus fracasos,
quizás podamos escoger nuestra derrota.
El sol limpia las calles, la memoria,
feroces pasiones atenúa.
Invéntate el final de cada historia,
que el amor es eterno mientras dura.


Al salir de El Almendro ya iba muy borracho,
se cayó en el asfalto y me incliné a su lado.
Supe que estaba muriéndose de golpe,
dijo algo en mi oído, se deshizo en mis brazos.
Se lo llevó la ambulancia con su corona y todo,
y yo me fui a cumplir con su encargo maldito.
Llegué hasta el bar que él me había indicado
y busqué a la muchacha entre el humo y el ruido.
Por fin la vi, bailaba muy despacio,
refugiada en el cálido pecho de un muchacho.
Le conté, me escuchó, se abrazó a su pareja.
Yo no sé si lloró, no se veía apenas.


La noche debilita los corazones,
noches de funeral, de vino y rosas.
Brindemos por el amor y sus fracasos,
quizás podamos escoger nuestra derrota.
El sol limpia las calles, la memoria,
feroces pasiones atenúa.
Invéntate el final de cada historia,
que el amor es eterno mientras dura.



By Ismael Serrano

segunda-feira, agosto 02, 2010

Final kiss

what you feel only matters to you...it's what you do to others that counts!

quarta-feira, julho 28, 2010

Há que a proveitar!! :D

E é assim que se cai nos contos e nas histórias...
Acreditamos no que achamos que vemos à frente...acreditamos em nós, nos outros e acima de tudo acreditamos que o que achamos que sabemos é a verdade!!!

Desenganem-se meus amigos.
Hoje concluí que os muros que construí são o que realmente me protege, e que as ilusões e sonhos e histõrias que sempre gostei de criar são na verdade a realidade que prefiro ver...prefiro acreditar que o que acho que sei é verdade...

...Prefiro sem dúvida acreditar que tudo vale a pena... e que apesar de enganados, somos todos mais felizes assim.

...Um dia, quem sabe a verdade que não quisémos realmente ver, bate-nos como uma chapada dada a mão fechada e bem firme, daquelas secas, que ficam a latejar e nos fazem sentir a mão marcada durante o tempo todo que a nossa dor durar....

...Um dia quem sabe olharei para ti e sem rancor vou-te dizer...Eu já sabia, estava só a aproveitar enquanto dava!

quarta-feira, julho 21, 2010

O que somos...

Ontem vi um filme...e hoje acordei com aquilo a martelar-me na cabeça...e aquilo...bem...aquilo é segredo..porque há segredos que não se contam a ninguém...há segredos que ninguém quer dizer, segredos que o destino traz até nós durante algum momento da nossa vida, sabe-se lá porque caminhos e com que razões, mas que estão lá, e nem mesmo a pessoa mais próxima e nós, ou por quem temos mais afeição, ou que tudo sabe de nós sabe realmente tudo...

Há segredos que nos guardam e segredos que guardamos para nós e para o mundo...

Quanto mais vivo, mais descubro que não sei nada...quanto mais descubro que não sei nada, mais me sinto pequena, um instrumento nas mãos do mundo, das correntes do vento, e tudo o que tenho como adquirido na verdade não existe...
E na verdade existe tudo, e é mais real do que supomos, e tudo o que está por trás, tudo o que não se diz, está lá, mesmo que não se saiba, e tudo o que está la faz parte de nós, de quem somos e do modo como vivemos as nossas vidas...não esquecemos nada, embora queiramos esquece-lo, ou que se esqueçam os outros...

Está tudo lá...dizendo ou não, sabendo ou não, o que foi feito não se desfaz e o que somos vem disso também.

terça-feira, julho 13, 2010

If I could...

If I could put you in a frame I'd draw you smilling...
with a cigarret in you mouth and you hands reaching out for something...if I could...

If I could wear all your clothes I'd still be different
And if I had your speaking voice I'd never whisper...
...I'd talk and talk and talk...

domingo, maio 16, 2010

Cega, surda e muda

Nem sempre nos controlamos...
Nem sempre somos senhores de nos...e quando menos se espera, ainda menos somos senhores dos nossos sentidos ou das nossas vontades.

O que somos nem sempre deixamos ver, e o que sentimos nem sempre o vëm. Nem sempre somos capazes de dizer o que queremos, de despejar o nosso Ser, ou de nos fazermos sequer ouvir...

As vezes sinto-me cega, surda, e muda... outras vezes, secretamente, prefiro së-lo e esquecer as responsabilidades, as pessoas, as coisas ou mesmo o que me leva a ser como sou ou a fazer todas as coisas que faco e fiz e farei na minha vida...

As vezes prefiro nao ver, nao ouvir, nao querer e nem sequer sentir...

Tenho direito a isso???... ou nao?!?!?

quarta-feira, abril 14, 2010

Mais uma música escrita no Céu...

...se eu fosse a sua
e não mais uma
as quatro luas eu lhe daria
pra me tornar sua maria
uma canção eu cantaria
minha resposta ao que eu ouvi
a mais bela melodia
foi roubar pra minha hitória
sua poesia de outrora
não por jura ou promessa
nem perdão ou vaidade
debaixo da condesseira
sua maria de verdade...


By Céu

segunda-feira, abril 12, 2010

No remoínho do tempo

O tempo dá-me medo...
Dá-me medo a forma como apaga as memórias, como arrefece as emoçöes e esquece os desejos...
O tempo tem o poder de apaziguar a dor, acalmar os pensamentos, consolidar as vontades...mas tempo demais pode ser o nosso maior obstáculo.
Os meses passam, as semanas, os dias e a cada hora, a cada segundo vamos mudando, e o rumo que tomamos pode ou näo ir de encontro ao que em tempos ansiámos.
Ás vezes gostava de ter a receita para parar o tempo...para viver aquele momento de felicidade por mais tempo, aumentar o tempo de exposiçäo de um sorriso, manter na pele aquela sensaçäo de prazer que um beijo nos dá...

Mas depois corríamos o risco de também ser possível ficarmos presos em momentos de dor, de prolongarmos a agonia de uma perda, ou relembrarmos eternamente o que preferimos por vezes esquecer...

Tenho medo, e sempre tive, de deixar escapar o que me parece certo, de perder o momento em que devia agir e isso tornou-me no que sou...

Hoje faço o exercício inverso, o de aceitar o ritmo das coisas, e de näo recear que o depois seja tarde demais, embora isso me passe tantas e tantas vezes pela cabeça, e talvez por isso me refugie no exercício de reavivar memórias, de escrever muito mais, de ouvir tantas vezes aquela música que afinal acaba por fazer parte do meu dia-a-dia e näo do meu passado ou do momento que quis recordar e que passou com o tempo..

Dou por mim cada vez mais enrolada no tempo, no de hoje, no de ontem e no do amanhä...porque te guardo na memória...e nas músicas que oiço...e nas paisagens que vejo e onde te encontro...

sexta-feira, março 26, 2010

palavras...

tanto tanto que escrever...
tanto tanto que dizer...
tanto tanto a sentir...

e tao pouco tempo para o poder fazer, para o absorver, para o transmitir...

sobra-me apenas a vontade de o fazer e o desejo de que mesmo longe e baixinho, que alguém possa ouvir as palavras que murmuro ao vento...

terça-feira, março 02, 2010

love and some verses

Love is a dress that you made
long to hide your knees
love to say this to your face,
"I'll love you only"
for your days and excitement,
what will you keep for to wear?
someday drawing you different,
may I be weaved in your hair?

Love and some verses you hear
say what you can't say
love to say this in your ear,
"I'll love you that way"
from your changing contentments,
what will you choose for to share?
someday drawing you different,
may I be weaved in your hair?

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Patas arriba

Naquele dia ela acordou triste...mal os primeiros raios de sol lhe tocaram o rosto deixou de conseguir manter os olhos fechados, ao contrário dos dias anteriores, em que se deixava ficar na cama meio dormente de cansaço e sono.

Nessa manha uma tristeza a sufocava apesar de ter ido para a cama em paz, apesar de ter feito amor com ele como nunca antes tinha feito e de lhe ter esvaziado os seus receios...talvez por isso tenha acordado triste, talvez por isso as músicas que a tinham ajudado a adormecer e que pertenciam aos dois, esta manha lhe traziam nao o amor, nao a alegria, mas sim a saudade...

Levantou-se e seguiu para a casa de banho, onde começou mecânicamente a tratar de si, e só já dentro da banheira é que se apercebeu que estava escuro, e que apenas a luz que entrava pela janela iluminava o espaço. Estranhou...pensou que a lâmpada se tivésse fundido e que tinha a certeza que estava acesa quando estava a lavar os dentes...

Mesmo assim, na luz ténue, ligou a água e deixou-se lavar pelo seu quente...foi nesse momento que percebeu o nó que tinha na garganta, e que lhe apertava a alma...sentiu a solidao...sentiu-se vazia, perdida...

Quando saiu do banho tentou ligar a luz, e esta acendeu e aí apercebeu-se de que tinha sido ela que a tinha apagado enquanto estava inundada pela sua estranha melancolia...e perguntou-se como foi possivel nao se dar conta dos seus gestos...

Ao longo do dia vários foram os amigos que lhe perguntaram porque estava tao triste?
Tentou por varias vezes esconder a sombra que carregava no rosto com um sorriso mal cosido nos lábios...

Ao fim do dia, já no regresso a casa é que se apercebeu do que estava a fazer a si mesma, e de como nao se podia dar ao luxo de cair na tristeza...só ao fim do dia e sem motivo aparente, sem que ninguém tivésse acendido o botao da sua consciencia é que percebeu as palavras dele, e do quadro que tinha tido durante toda uma semana à sua frente e cuja frase lhe estava sempre na memória sem que verdadeiramente se tivésse deixado influenciar pelo seu significado.

Só aí é que percebeu que o passado feliz nao se pode tornar num presente infeliz, por ter passado...mas sim na certeza de que tocamos a felicidade muitas vezes e que essa felicidade está gravada em nós e nao se pode transformar em tristeza, em solidao, ou em saudade, mas sim na força que nos faz sorrir por a termos vivido e sentido, e por nos fazer sorrir cada vez que a recordamos e que temos consciencia de que está guardada em nós!

...E entao finalmente o nó que tinha a prender-lhe a alma se soltou, e finalmente sorriu com vontade enquanto olhava a rua e as pessoas que passavam...só ai compreendeu melhor a sorte de ter vivido o passado e de o poder continuar a levar consigo no presente, e sentiu vontade de sorrir...e as músicas que a tinham ajudado a adormecer e que esta manha lhe trouxeram saudade, voltaram a trazer-lhe o seu amor, e a alegria de o ter sempre consigo.

"As veces se me ocurre que la tristeza no es mas que la alegria patas arriba"

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

...

As vezes ha palavras que preferimos calar dentro de nos para que nao se tornem realidade.
Sabemos perfeitamente que nao ha como escapar as consequencias das nossas escolhas.

Eu tenho sempre a sensacao de que dizer as coisas e meio caminho andado para as tornar realidade...dizer: Eu Vou!....ou Eu posso!...ou mesmo Eu consigo! e meio caminho andado para conseguirmos efectivamente realizar a nossa vontade...mas desta vez prefiro calar-me e nao dizer o que sei...na esperanca de que nao acabe e se estique ate ao dia em que talvez o possa reaproveitar, como ate a bem pouco tempo o fiz...

neste momento quase lamento a minha escolha...quase quero deitar tudo p o ar...quase...quase...

...que belas brincadeiras o destino nos prega...

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

no need to say goodbye...



...está a cortar um bocadinho o texto...but you get the point!! ;)