quinta-feira, abril 21, 2011

The Quest

Os dias correram e o som dos meus murmúrios perderam-se no tempo...

Hoje nada tenho para escrever aqui, excepto isto:

Tudo o que passamos e vivemos serve para construir os que somos.
É importante que, ao descobrirmos como realmente somos e o que queremos, não nos esqueçamos de lutar por isso, senão de que serviu termos passado por tudo o que passámos e termos aprendido tudo o que aprendemos?

Porquê termo-nos tornado no que somos senão para alcançarmos os nossos sonhos!?!?

Assim sendo...vão, corram, voem, mas não deixem escapar o que vos faz feliz.



(Foto sobre as margens do lago Titicaca)

terça-feira, abril 05, 2011

=)

Ela - Que estás a fazer?
Eu - A lavar a loiça.
Ela - Isso vejo eu, mas para que é tanta água?
Eu - Tanta água?
Ela - Sim, não é preciso encher o lava-loiça com tanta água.
Eu - É, é. Se não puser muita água isto fica cheio de resíduos de comida.
Ela - Se puseres muita água, a densidade do detergente é menor e portanto lava pior a loiça.
Eu - Ponho mais detergente até a densidade me parecer bem.
Ela - E gastas mais água e mais detergente. Para isso não ficar com resíduos de comida passas a loiça por água antes de a lavar.
Eu - Assim gastas ainda mais água.
Ela - Gasto mais água mas não gasto mais detergente.
Eu - Mas gastas ainda mais água do que água e detergente juntos com a minha técnica.
Ela - E não.
Eu - E sim.
Ela - E não, e como estás na minha casa fazes como eu quero.
Eu - Então fazes tu, que eu tenho mais que fazer que obedecer a regras com que não concordo.
Ela - Muito bem. Prefiro fazer eu do que ficar mal feito. E não tornas a aproveitar eu ir à casa de banho para começares a lavar a loiça.
Eu - Não torno? Pois não. Acho que para a próxima é melhor jantarmos num restaurante. Assim ninguém lava a loiça.
Ela - Se calhar é melhor, é. Aí estamos de acordo.

Retirado do Blog "nao compreendo as mulheres"

O Amor é importante porra!

domingo, março 27, 2011

Na companhia da minha solidão

A solidão tem destas coisas...
É nestes momentos que nos damos conta do que realmente sentimos, do que gostamos, do que queremos, e até conseguimos superar as nossas expectativas ao descobrir do que somos capazes.
Os momentos em que conseguimos estar realmente a sós são de facto uma benção para a nossa sanidade. É necessário termos o nosso espaço e a nossa identidade livre para ser explorada.

Quando era nova não sabia que precisava disto. Sabia que precisava de voar, de conhecer, de aprender, de errar e de sentir...acima de tudo sentir.
Mas a vida vai-nos levando por onde quer, mesmo que achemos que somos donos do nosso destino e que fazemos dele o que queremos...na verdade não fazemos.

Somos dependentes de muita coisa. Dinheiro, saúde, família, sentimentos...tudo isto nos controla, nos domina. Achamos que somos racionais e se soubermos bem dar a volta havemos sempre de conseguir o que ambicionamos.
Eu acredito que conseguiremos o que ambicionamos sempre, mas as nossas ambições mudam...consoante o nosso dinheiro, saúde, familia...sentimentos...
A solidão obriga-nos ao confronto com as nossas possibilidades e impossibilidades.
A solidão pode-nos oprimir ou até libertar...depende bastante de tudo o que referi acima e talvez até de mais coisas.

Hoje estou sozinha.
Consegui até ficar sozinha em casa!! Quem diria...depois de tanto tempo!
Hoje estou feliz. Consegui ter o meu silêncio nem que seja apenas por este dia e meio. Consegui de novo ser dona do meu tempo e das minhas vontades.
Está na hora de ligar a musica, sentar-me naquela mesa e ocupar as mãos para desocupar a mente que está tão carregada de ideias que ainda não consegui passar para a realidade.

Hoje é o dia.
Agora é o momento...
...o momento em que transformo o tempo e o espaço exactamente naquilo que quero e que me satisfaz.

terça-feira, março 22, 2011

Dores inesquecíveis

As coisas são mesmo assim.

A morte, a ausência, a solidão...são momentos que nos marcam sempre mais do que qualquer momento de alegria, êxtase ou paixão.

Um momento de alegria, ás vezes causado por coisas muito desejadas não consegue superar os momentos em que o nosso coração aperta. Um sorriso não absorve a dor da ausência, um beijo não compensa a ausência causada pela morte, e uma palavra, embora quebre, não acaba com a solidão. Tudo o que nos entristece fica guardado por muito mais tempo. Fica a matar por dentro, a corroer como um parasita... Há que matar o parasita e transformar as nossas dores e momentos tristes naquilo que nos faz melhor ... A alegria!

Para ti, meu doce amigo...um beijo carregado de alegria e amor para te aliviar a dor.
(Viste?!!?! Fiz uma rima!!)

PS: Gosti :)

sábado, março 12, 2011

No barulho das luzes os olhos fecham e os sentidos acordam

Finalmente consegui matar as minhas saudades de uma boa noitada.

Fomos parar a um lugar escuro, pequeno, e com o cheiro flutuante de chicha. Sabem aquele cheiro a fumo branco com sabores que se entranha nos nossos pulmões quando inspiramos o fumo da chicha? Era ssim que o ar estava naquele pequeno espaço escuro em que nos fomos enfiar.
Ninguém sabia bem onde nos metíamos, mas diziam que era um lugar onde, sem prometer nada, nos poderíamos surpreender! E assim foi.

No início soube-me a saudade. Recordei as noites lisboetas onde para terminar em grande nos enfiámos tantas vezes em lugares idênticos áquele, e onde, sem uma palavra e ao som de muita música, cada um se exprimia e libertava as suas vontades de tristeza, alegria ou até romance.

O ambiente era bom, mas as pessoas eram diferentes dos lugares onde fui tantas vezes.

Eles eram dois. O 1 e o 2 que resultavam num total de dois bonitões vestidos de preto. Amigos pensei eu, embora com algumas reservas. Quando dei por ela havia um 3 próximo. Pareceu-me que se queria fazer amigo deles mas afinal acabou em pouco tempo a dar beijos intensos ao 1. O 3 afastou-se lentamente. Regressou. Chegou-se a eles, ora de costas, ora de frente, meio perdido, sozinho. Nem o boné que leváva conseguia esconder a sua busca por companhia.

Atrás de mim, pertinho da parede estava o "A" e o "B". O "A" era bonito e de meia estatura. Permaneceu a noite toda docemente enlaçado num beijo longo com o "B". Os braços de "B" tinham uma pele suave e morena que se deixavam revelar por uma meia-cava branca. Tinha uma barbinha rala, e com as ajuda das mãos escondia no seu rosto de olhos fechados, o sentimento que deles os dois emanava.

À frente dei de caras com o "X" e o "Y". Com um sorriso puxado na boca que mantinha fechada, "Y" apontava o rosto para cima e não conseguia deixar de mostrar a satisfação que sentia em ter "X" ali, de costas para ele, a subir e a descer o seu corpo de encontro ao dele. Não foi surpresa encontrá-los mais tarde próximo do espelho escuro, dando beijos carregados da satisfação que se tem quando se saboreia finalmente um fruto à muito tempo desejado.

Foi então, que no meio da confusão de pessoas pareceu ele. Ou melhor, eles! Ele era pequeno, roliço e escondia-se numa t-shirt "oversized" branca que lhe chegava quase ao joelho e apenas revelava uma parte dos calções de ganga que chegavam até meio da canela. Estava de havaianas. No rosto escondia uma covinha do lado direito que ficava visivel nos poucos momentos que o vi sorrir. Tinha um ar de duende que era reforçado pela barbicha em bico que lhe pendia do queixo. Estava envolto numa núvem de silêncio e alheamento do espaço onde estava. Ela, sorridente, encostava o rosto ao dele, e, de narizes juntos trocavam palavras intercaladas por beijos esporádicos e alegres. Era mais alta que ele mas isso só o tornava mais doce aos meus olhos.

E ali estava eu, aos saltos, dançando no meio de amigos e desconhecidos que preencheram o meu mundo por umas horas. E o pouco tempo que ali estive, não consegui parar de sorrir, e de me sentir isolada mas tão acompanhada, porque afinal estava no lugar onde até os mais tristes e solitários encontram o conforto para as suas almas...mesmo que apenas por umas horas, mesmo que das maneiras mais estranhas e promíscuas...mas afinal, todos somos iguais, todos precisamos de sentir uma mão quente percorrer-nos o rosto de vez em quando, um beijo ardente queimar-nos os lábios dormentes, ou até mesmo o fogo do corpo a acordar porque por uns breves instantes o mais improvável dos fósforos nos acendeu a chama que tantas vezes esquecemos que existe em nós ou que simplesmente aceitámos que se mantivésse apagada em prol da moral e dos bons costumes...

sexta-feira, março 11, 2011

A grandiosidade da nossa pequenez

Foi no chamada "ônibus" que me lembrei dele.
Há quanto tempo já não o vejo? 2, 3 anos? Sim, talvez uns 3.

Os meus pensamentos escorreram até ele quando me debruçava sobre o nosso último e mais recente contacto. As palavras frias e existentes quase só por educação são a única coisa que hoje trocamos. E só pelos aniversários! Quase como se fôsse para que não fique no ar a sombra de uma ausência mal educada e desinteressada. Não depois de tudo o que vivemos. Foi muito tempo, iria parecer mal!!

E hoje eu pergunto:
Como é que as pessoas conseguem pôr de lado anos de convivência, luta, amor e crescimento em tão pouco tempo, e nem sequer se ressentirem da ausência do outro?
Como é possível que os vários anos, meses e meses de convivência se percam no silêncio da ausência total e desinteressada?
Como é possível que sejamos capazes de substituir sem dó nem piedade os momentos doces, alegres ou mesmo os maus, pela completa ausência, como se essa pessoa nunca nos tivésse sido importante? Como se os anos não tivéssem deixado marcas, como se o correcto fôsse esquecer o passado e viver o presente, porque o presente é sempre mais apelativo, mais surpreendente e misterioso...E depois até se chegar ao cansaço que leva à separação, ainda há muitos bons anos para viver, mas...e depois? É assim? Tem mesmo de ser assim?

Lembrei-me dele porque nunca percebi como fomos capazes de chegar a este ponto. Será que se lembra de mim? Não digo lembrar de sentir saudades, mas lembrar-se simplesmente, tal como eu o faço por um motivo ou outro que me leva às minhas experiências anteriores? Será que é possível que nunca tenha vontade de saber como estou, se eu, apesar de tudo, ainda tenho curiosidade por saber dele?

Os anos passam e tudo acalma. E o Ser Humano a tudo se adapta, mas não posso deixar que passe despercebida a minha falta de compreensão para a indiferença a que somos capazes de nos entregar, sem esforço algum, a um incontável número de coisas e situações e pessoas...

Somos de facto grandiosos como Seres... mas conseguimos ser tão pequenos nos nossos sentimentos!

sábado, março 05, 2011

Dromedário esvoaçante

E então ela sentou-se. Preparou o caderno e escreveu.

Despejou ali tudo o que sentia e ao mesmo tempo nada dela saiu. Tudo continuou guardado, tudo continuou em silêncio, porque o som que dela saia não era audível senão para aqueles que não podem falar.

Escreveu...escreveu...escreveu...falou com tudo, com todos, sussurrou, gritou, e no entanto nada, mas mesmo nada saiu.
Continua a navegar nas suas palavras, sozinha, como um marinheiro perdido na imensidão do mar.
Continua a carregar o peso de tudo o que transporta nas costas, como um dromedário cheio de reservas mas que morre de sede. Dromedário sim...apenas uma bossa, porque uma basta para guardar tudo de tão comprimido que está, de tão guardadinho e encaixadinho. É cuidadosa até no modo como conserva aquilo que a sufoca, porque quem sabe se assim apertadinho sufoca menos, porque quem sabe se assim escondidinho ninguém nota o peso que ás vezes lhe verga a coluna que todos vêem tão direitinha.

Não se queixa do peso, afinal, foi ela que o guardou ali.
Há quem o deite fora. Ela, pelo contrário,conserva tudo como quem não conserva nada.

No outro dia cruzei-me com ela no autocarro.

Naquele dia consegui ver-lhe a bossa que disfraçava sorrindo e descrevendo imagens coloridas que me enchiam os olhos.
Naquele dia, quando a vi afastar-se percebi que até os pássaros ás vezes descem à terra para transportar os seus fardos disfarçados de liberdade.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

You say you need me

A qualidade do som não é dos melhores...mas experimentem sacar este rapazolas e verão que é bem "bacano"!

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

A memória é um osso duro de roer!

Discutimos muitas vezes.
Lembro-me de vezes em que a raiva que sentia por ele era tanta, que nem o lençol de lágrimas que me escorria pelo rosto eram suficientes para camuflar o que sentia dentro de mim.

Lembro-me dos olhos cavados característicos e dos dentes inferiores tortos que apareciam no meio da barba quando irritantemente fazia aquelas brincadeirinhas que só ele sabia fazer e que sempre me incomodaram.

Lembro-me da condução desregrada, dos nervos que me dava andar no carro dele, das palmas repentinas, tão repentinas e altas que me turvavam os sentidos e me impediam de ver o seu sorriso de criança a olhar para nós contente pela travessura que tinha feito.

Lembro-me da luta que nos dava para conseguirmos tirar dele mais uma notinha, de como nos obrigada a argumentar, implorar, regatear pelo que tinha na carteira e de como no final sempre nos lançava um sorriso enquanto agarrava nas notas com força para termos de puxar.

Lembro-me de me ir buscar à paragem de autocarro, com o cão, logo ali em frente a casa às 3, 4, 5 da manhã, de sweat branca, velha, larga, manchada... e aquelas calças de fato de treino azuis que insitia em usar em conjunto com as meias brancas de desporto e o sapato de verniz que tão bem ficava no conjuntinho. Lembro-me do ar cansado, ensonado, despenteado e com o vincos da almofada...a pena que me davas!

Lembro-me das mãos, iguais ás minhas e que tantas vezes depois de voltar da terra traziam marcas de enxada e lascas de madeira ferindo a pele...e das pernas com as canelas marcadas de quedas e mágoas que foi fazendo ao longo dos anos pelos mais variados motivos.

Lembro-me das corridas que dávamos de vez em quando quando me sentia inspirada e que ele nunca recusava. Lembro-me dos patins que um dia comprou e que depois deixou de parte por ter mandado um tralho quando tentou andar sozinho. Dessa experiência apenas resultou num par de patins abandonados.

Lembro-me de me ensinar a andar de bicicleta, de correr tempos infinitos a meu lado segurando na bicicleta e de como fazia aquele truque dos pais que quando olhava para trás afinal ele já não estava lá, e ficava nervosa por estar a andar sozinha.

Lembro-me dos passeios de bicicleta que dávamos pelos jardins de belém, e de como um dia fomos quase até ao Terreiro do passo, e no dia seguinte ele quase nem se podia sentar de dores musculares.

Lembro-me do passo acelerado que sempre tinha e que tantas vezes me obrigou a fincar o pé e parar até que ele se désse conta que estávamos quase a correr, e assim esperar por mim...e dava-me a mão para me puxar, para andar ao ritmo dele...nunca o consegui parar...

Lembro-me de o ver olhar para nós, cheio de fome, enquanto comíamos no chinês onde tantas vezes fomos com ele, e de como passou a preferir mesas mais escondidas.

Lembro-me dos esforços para não mostrar que se sentia sozinho, das revistas que usava como bandeja e que depois ficavam abandonadas no sofá, da loiça por lavar acumulada no lava-loiças. Do cheiro da casa.

Lembro-me de como insistia sempre para que ligássemos à mãe, apesar do frete de jovens imberbes estampado na nossa cara.

Lembro-me de quando o vi sem barba pela primeira vez em 28 anos, e de como descobri um pai comido pela dor, mas sempre cheio de força para lutar.

Lembro-me da perna, do pé, da mão pendurada, do corpo sem carne debaixo do fato que usava para esconder a magreza excessiva.

Lembro-me da cama, das máquinas, das mãos secas e do corpo imóvel e tragado, enquanto os olhos sedentos não parávam um segundo.

Lembro-me de quando me despedi dele quando tudo o que me apetecia dizer era que não fôsse, que não lhe tinha dito tudo o que ele precisava de ouvir, que não sabia viver sem as constantes surpresas e sustos que frequentes que me deu. Não lhe disse que o meu jeito seco foi herdado com tanto carinho do seu Ser e que apesar de o negar, sou o reflexo do amor dele.

Ainda me protege em sonhos. Ainda me agarra na mão e obriga a andar. Ainda me sorri e faz travessuras. Ainda me recorda com frequência que não estou sozinha e que esperará naquela paragem as vezes que forem precisas, o tempo que fôr preciso para que eu me diverta sem preocupações.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Conexão

Há coisas que nos espantam, que nos surpreendem.

Neste mundo, terreno ou não terreno que nos suporta, dá vida e orienta, existe uma qualquer força que nos une, movimenta e ajuda.
Hoje estou mais crente do que nunca de que não estamos sós.
Somos e formamos uma energia que não tem explicação, mas que não nos abandona nunca.

Vivo uma experiência que nunca tinha vivido antes.

Lembro-me dos dias em que as coisas corriam mal...lembro-me de dias distantes e difíceis em que tudo era complicado, tirado a ferros!...lembro-me de chorar, de desesperar e de acreditar piamente que nunca as coisas seriam fáceis para mim e que há pessoas que têm tudo facilitado por uma qualquer energia ou superioridade que lhes permite flutuar pela vida sem dificuldades, e que outros, como eu, embora sem terem do que reclamar, teriam sempre de lutar para chegar onde achavam que deviam.

Hoje concluí que algo devo estar a fazer, ou devo ter feito para ter a sorte que tenho de ter a família que tenho, os amigos que tenho, a vida que levo e nunca, nunca ter estado realmente só em nenhuma luta, por muito dificil que fôsse. Nem sempre as coisas foram fáceis, mas poderiam ter sido bem mais difíceis ou complicadas, e muitas vezes, eu sei, que fui eu que fui atrás dessas dificuldades.
Não tenho dúvidas de que sempre lutei por tudo o que obtive mas se não fôssem as pessoas que tenho ao lado, metade do que sou hoje eu não seria.

Hoje experimentei e assimilei pela primeira vez que o céu está do nosso lado.
Hoje caiu sobre mim uma qualquer noção, iluminação, uma "coisa" que me fez perceber que há algo que me ajuda, que me acompanha e que seja o que fôr um dia vou ter de retribuir, e espero do fundo do meu Ser ter a capacidade de o ver com clareza e poder fazê-lo tão bem como hoje o fazem diáriamente por mim. Espero conseguir ver claramente que está na minha hora de fazer o mesmo pelos outros...que não é pouco!!
Acho realmente que hoje assimilei o que é a generosidade.

Espero que o que aprendi nunca desapareça do meu cérebro e que o meu coração consiga ser tão aberto e tão generoso como o dos que me rodeiam. Que bom sentir que mesmo dadas as minhas condições não estou sozinha e sou, sim, sem a menor dúvida, sou feliz! Que mais poderia ser se não simplesmente uma pessoa feliz?
Que sensação estranha e plena e que tão estranhamente não está relacionada com qualquer relação amorosa, mas simplesmente com a compreensão de que o mundo não me dificulta nada, e pelo contrário me ajuda em todos os sentidos!

Acho que se não fôssem as dificuldades que vivi, e na verdade chamar-lhe dificuldades parece-me neste momento tão superficial, não seria capaz de o ver com tanta clareza como o vi hoje.

Será que algum dia conseguirei realmente explicar por palavras o que sinto?
Será que algum dia conseguirei ser para os outros o que hoje são para mim?
Será que tenho em mim a generosidade para dar como hoje recebo?
Será que sou capaz de acreditar sempre nesta força e deixar que ela me guie sem duvidar?

Não sei...mas espero pelo menos nunca esquecer este período da minha vida e tudo o que ele me ofereceu!

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

há que saber usar as palavras

Não me contive, e depois de ler isto tive de transportar para aqui estas palavras...chamem-me o que quiserem, mas nada como saber usar as palavras!

"Às vezes dizes que não te ouço. Não é verdade. Eu ouço-te sempre, só que às vezes não sei o que dizes. E não, não é por não te compreender. É porque gosto de mergulhar na tua voz em inconstantes apneias de Amor. Nunca dançaste ao som duma música sem ligar nada à letra? Pois é isso mesmo, às vezes falas e eu danço. Porque te amo."

Garras e asas de condor...

Neste grandioso dia, achei por bem deixar a minha mensagem...

Desde sempre que este poema me acompanhou... se estou triste, são os seus versos que canto...se estou apaixonada canto-o ainda mais alto...se estou bem, nem me lembro dele!

No entanto, hoje, dia dos namorados em Portugal, resolvi recordar os meus dias de paixão e o que fiz um dia para alguém especial que ainda guardo comigo.

A essa pessoa que não houve os meus murmúrios, aqui fica um recuerdo de bons tempos...

Ser Poeta é ser mais alto,
É ser maior do que os homens
Morder como quem beija,
É ser mendigo e dar como quem seja,
Rei do Reino de Aquém e de Além dor.

É ter de mil desejos o esplendor,
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede fo infinito!
Por elmo as manhãs de ouro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito

E é amar-te assim, perdidamente,
E é seres Alma e Sangue a vida em mim,
E dizê-lo cantando a toda gente...

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

De tudo...nada...

um dia falei de saudade...de como falar sobre o que nos dá saudade torna a ausência mais pesada...
um dia falei de força...de como pode ser audaz como uma espada que abre caminho e outras vezes essa mesma espada ter o peso de uma cruz dificil de transportar ao longo do caminho...
um dia falei do vazio...de como a sua presença consegue encher o espaço e esvaziar a alma...
uma vez falei de mim...de como abarco tanto e ao mesmo tempo não deixo que me limitem...
uma vez falei de ti, de quem me ama...de como isso me faz falta e mesmo assim não me acalma...

falei...falei...falei...e no entanto, por mais que escute, parece que não ouço...e a ausência entristece, e a cruz é arrastada pelo chão deixando marcas que ninguém vê, e o vazio sufoca, e o espaço livre não me conforta...e a calma não me satisfaz...

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Escolhas

1 ano desde que me afastei do meu mundo e parti...

...e eu ainda não sei se me sinto feliz ou infeliz...Quanto faltará para perceber isso?

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Mais um roubo...o último...mas tinha mesmo de ser!!!

Inteligência é o maior afrodisíaco que um homem pode oferecer...

Nem de longe é a beleza de um homem que encanta a mulher. Para a sorte de vocês (ou azar, vai saber...), nosso barato é diferente, e pode ser definido, entre outras coisas, como "virilidade". Essa definição tem muito pouco a ver com coçadas supostamente discretas nos testículos, cuspidelas na sarjeta ou exaltação do sistema nervoso diante de 22 homens suados correndo no gramado, imbuídos do espírito de encaçapar a gorduchinha.

Vai muito além da testosterona exacerbada.

Tem a ver com autoconfiança, sempre. E com perspicácia, qualidade muito rara num homem. Ou você pensou que seria fácil? Não ligamos pra barriga, careca ou pneuzinhos, até porque sabemos muito bem que nada disso atrapalha, tanto quanto o seu oposto pode ser absolutamente desprovido de encantos se não vier acompanhado de um perfil psicológico substancioso. Mas o que afinal de contas isso quer dizer, nunca te explicaram. Então lá vai.

Voltemos à virilidade.

Acho que poucas coisas nesta vida são mais eróticas e provocantes do que a inteligência. E quem a tem também possui senso de humor - porque somente os inteligentes não levam nada muito a sério e sabem se divertir mesmo com as intermináveis chatices cotidianas. Então temos inteligência e senso de humor, que somados à malícia (outro atributo dos neurologicamente privilegiados) arrebatam as mulheres e tornam um homem ainda maior aos nossos olhos. Porque não basta pregar a gente na parede. Isso todo ser munido de um bom falo é capaz. É preciso, para se diferenciar da varonil multidão, despertar nosso impulso primitivo racionalmente ativável.

Eternamente alunas.

Vocês olham uma mulher e pensam: "Meu Deus, que peitos, que nádegas, que cinturinha escultural, que boca mais lasciva...", e já começa o devaneio e o desejo de abater.
Nós, não. É impossível uma mulher (minimamente inteligente, claro) olhar para um homem esteticamente interessante e, sem nenhuma conversa, desejar ser invadida. Não. Eis aqui a diferença: nosso desejo de invasão não prescinde do intelecto (você já deve ter presenciado o olhar admirado e sensual das alunas de um grande professor). É preciso passar primeiro pela porta da razão para chegar à porta da alegria. E quanto melhor for o instrumento pensante do sujeito, maiores as chances de acolhida de um outro também interessante e mais mecânico agente.

Porque mulher gosta mesmo é de ser surpreendida, e isso só acontece quando se depara com alguém mais esperto do que ela. Todos sabem o jogo que estão jogando, esse interminável gato-atrás-do-rato que motiva nossa vidinha. E é preciso reconhecer as suas regras, o que requer maturidade. Homem que baba demais, no chance. Os que bajulam e não convencem, também. Os cafas, cruz-credo! A gente tem olho clínico pra eles e passa longe quando os vê. Os demasiadamente (ou precipitadamente) românticos têm grande chance de morrer na praia, porque acaba o desafio. Os posudos e pretensiosos não duram mais do que uma noite. Restam então os inteligentes.

Estes, sim, sabem do que somos feitas. E sabem que, por trás de toda empáfia, vaidade ou sedução, está um bichinho indefeso em busca de acolhimento, louco por um colo. A virilidade está nisso, na consciência masculina de que não somos assustadoras nem lascivas, mas apenas mulherzinhas assustadas e ávidas por um olhar que nos descubra. E nos devore, de preferência.


(Autoria dada a Kika Salvi)

...mais um furto!

tuas palavras, que eu nem ouço...

Tua atenção, que existe só por necessidade tua de mim, é tão somente suficiente quanto tuas palavras lançadas sem motivo algum apenas para embalar-me em teus braços, quando insistes em me convencer que sou tua, que somos iguais, que o que vivemos é belo.

Michele S.B.

Furto de outro blog...

A provocação é uma prova de intimidade.
A gente agride apenas quem é capaz de nos perdoar.

(Fabrício Carpinejar)

terça-feira, dezembro 28, 2010

Como nos filmes!

Foi só naquele momento que me apercebi da realidade dos factos.

Naquele momento, por uns breves instantes deixei de ouvir os ruidos da rua senti-me dentro de um filme! Vi o mundo de cima, aproximei-me do brasil, de são paulo e afundei em mim mesma, sozinha, no meio de uma rua de um bairro de São Paulo com uma senhora ao lado que desconhecia e que me perguntava, com aquele sentimento de protecção que as mães têm espelhado nos olhos:
- Mas voçê tem família aqui?
- Não...
- ...e amigos?
- ...Não...conheço umas pessoas...
- ...e veio para aqui fazer o quê?
- Vim trabalhar!
- Mas tem trabalho?
- Não...
- ...hum...Eu vou-lhe deixar o meu número de telefone prô caso di voçê precisar, anote ai...

...Ainda não me tinha apercebido do que é estar assim...

Imaginei os emigrantes...que sensação!

...felizmente tudo passa...

...e tudo passou quase no mesmo instante em que começou!! :D

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Baila comigo - Shangrilá

Uma letra linda...

Se Deus quiser, um dia eu quero ser índio
Viver pelado, pintado de verde num eterno domingo
Ser um bicho preguiça e espantar turista

E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, sol

Se Deus quiser um dia acabo voando
Tão banal, assim como um pardal, meio de contrabando
Desviar de estilingue, deixar que me xinguem
E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, banho de sol

Baila comigo, como se baila na tribo
Baila comigo, lá no meu esconderijo

Se Deus quiser um dia eu viro semente
E quando a chuva molhar o jardim, ah, eu fico contente
E na primavera vou brotar na terra
E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, sol

Se Deus quiser um dia eu morro bem velha
Na hora "H" quando a bomba estourar quero ver da janela
E entrar no pacote de camarote.

Se me der na telha sou capaz
De enlouquecer
E mandar tudo pr´aquele lugar
E fugir com você pra Shangrilá
E me deixar levar
Por um beijo eterno
Por seu corpo envolvente
Mais quente que o inferno